Wednesday, August 12, 2015

Frank Zappa History: Studio Z, Cucamonga & The Mothers - Chapter I


O grande enigmático, excêntrico, gênio, ácido, irônico, bem humorado, louco, revolucionário, inovador, único, Mr. Frank Zappa. Eu sempre quis fazer um blog só do Zappa. Mas fui postergando, postergando, e agora vai. Pretendo postar todos os álbuns que tenho, com todos os detalhes que conseguir, em 10 ou 20 posts. Ao mesmo tempo, gostaria de contar sua história (via Wikipedia) e ir musicando a medida que avançamos. Para ficar legal, vou apresentar sua obra em ordem cronológica da música, e não do álbum. Faço isso com o maior prazer para os que não conhecem, conheçam, e para os que conhecem, que tenham um bom divertimento com um som de qualidade, ou que renovem suas coleções pois a maioria dos álbuns tem 320. Na verdade a história do Zappa começou a ser contada nos posts  The Complete Frank Zappa Project/Object Series - Part I, Part II, Part III e Part IV. Vamos iniciar esta séria de posts de onde paramos... Divirtam-se.


Biografia:

No nício dos anos 60, Zappa tentava levar uma vida como músico e compositor, e tocou em diferentes apresentações em nightclubs, alguns com uma nova versão dos Blackouts. Financeiramente mais recompensadoras eram as primeiras gravações profissionais de Zappa, duas trilhas sonoras para os filmes de baixo orçamento The World's Greatest Sinner (1962) e Run Home Slow (1965). O primeiro trabalho foi comissionado pelo ator-produtor Timothy Carey e gravado em 1961. Ele contém muitos temas que apareceram em gravações posteriores de Zappa. A outra trilha foi gravada em 1963 depois que o filme foi completado, mas foi comissionado por um dos antigos professores de Zappa no ensino médio em 1959 e Zappa possivelmente tenha trabalhado nela depois das filmagens. Trechos da trilha sonora podem ser ouvidos no álbum póstumo The Lost Episodes (1996). Durante o início da década de 1960, Zappa escreveu e produziu canções para outros artistas locais, trabalhando frequentemente com o cantor e compositor Ray Collins e com o produtor Paul Buff. A sua "Memories of El Monte" foi gravada pelos The Penguins (apesar de apenas Cleve Duncan do grupo original ter sido apresentado). Buff possuía o pequeno Pal Recording Studio em Cucamonga, que incluía um único gravador de fita de cinco canais que ele montou. Naquele tempo, apenas os mais sofisticados estúdios comerciais tenham instalações com múltiplos canais; o padrão da indústria para pequenos estúdios era ainda mono ou de dois canais. Apesar de nenhuma das gravações do período ter atingido maior sucesso comercial, Zappa ganhou dinheiro suficiente para permiti-lo organizar um concerto da sua música orquestral em 1963, transmiti-lo e gravá-lo. Ele apareceu no programa sindicado noturno de Steve Allen no mesmo ano, no qual ele tocou uma bicicleta como instrumento musical. Com Captain Beefheart, Zappa gravou alguns sons sob o nome de The Soots. Eles foram rejeitados pela Dot Records por não ter "potencial comercial"; uma frase que Zappa usou posteriormente no encarte do álbum Freak Out! Em 1964, depois de seu casamento começar a se desmanchar, ele se mudou para o Pal studio e começou a trabalhar 12 horas ou mais por dia rotineiramente gravando e experimentando com overdubbing e manipulação de áudio. Isso estabeleceu um padrão de trabalho que durou pela maior parte de sua vida. Ajudado pelos seus ganhos da composição do filme, Zappa assumiu o estúdio de Paul Buff, que estava agora trabalhando com Art Laboe no Original Sound. Ele foi renomeado como Studio Z. O Studio Z foi raramente reservado para gravações de outros músicos. Ao invés disso, amigos foram para lá, notavelmente James "Motorhead" Sherwood. Zappa começou a atuar como guitarrista com um power trio, The Muthers, em bares locais para sustentá-lo. 

Um artigo na imprensa local descrevendo Zappa como "o Rei dos Filmes de Cucamonga" levou a polícia local a suspeitar que ele estava fazendo filmes pornográficos. Em março de 1965, Zappa foi abordado por um oficial secreto da polícia e aceitou uma oferta de US$100 para produzir uma sugestiva fita de áudio para uma suposta despedida de solteiro. Zappa e uma amiga fingiram uma gravação erótica. Quando Zappa estava prestes a entregar a fita, foi preso, e a polícia recolheu do estúdio todo o material gravado. A imprensa especulava antecipadamente, e o The Daily Report do dia seguinte escreveu que "investigações do Vice Squad calaram os produtores da gravação de livre balanço, um produtivo estúdio de filmagem e gravação nesta sexta-feira e prenderam um produtor de filmes de estilo próprio". Zappa foi acusado de "conspiração para cometer pornografia". Essa acusação foi reduzida e ele foi sentenciado a seis meses de cadeia atenuada, com todos menos dez dias, foi suspenso. O seu encarceramento e breve aprisionamento deixou-lhe uma marca e foi chave na formação do seu posicionamento antiautoritário. Zappa perdeu algumas gravações feitas no Studio Z no processo, assim como a polícia devolveu apenas 30 das 80 horas de fitas apreendidas. Afinal, ele não pôde mais pagar o aluguel do estúdio e foi despejado.45 Zappa tentou recuperar algumas de suas posses antes de o estúdio ser demolido em 1966.



E agora, The Mothers of Invention:

Em 1965, Zappa foi abordado por Ray Collins, que o convidou a se unir uma banda local de R&B, a The Soul Giants, como guitarrista. Zappa aceitou e logo assumiu a liderança e o papel de cantor co-principal (mesmo que ele nunca tivesse se considerado um cantor). Ele convenceu os outros membros de que deveriam tocar a sua música para aumentar as chances de ter um contrato de gravação. A banda foi nomeada The Mothers, coincidentemente no dia das mães nos EUA. O grupo aumentou as suas receitas depois de começar uma associação com o empresário Herb Cohen, enquanto eles gradualmente ganhavam atenção na florescente cena de música underground de Los Angeles. No início de 1966, eles foram vistos pelo produtor de gravação Tom Wilson enquanto tocavam "Trouble Every Day", uma canção sobre os acontecimentos de Watts em 1965 (um levante em Los Angeles contra a brutalidade policial e injustiças raciais sofridas por negros americanos). Wilson era conhecido por ser o produtor do cantor e compositor de Bob Dylan e da dupla de folk-rock Simon & Garfunkel, e era notável como um dos poucos negros trabalhando como produtor em uma empresa de música pop naquele tempo. Wilson assinou a The Mothers com a Verve Records, uma divisão da MGM Records, que teve construída uma forte reputação na indústria musical pelos seus lançamentos de gravações de jazz moderno nas décadas de 1940 e 1950, mas estava tentando se diversificar para audiências de pop e rock. A Verve insistiu para que a banda oficialmente mudasse de nome para "The Mothers of Invention" porque "Mother" ("Mãe") em gíria, era a forma curta para "motherfucker" (em tradução livre, "filho da puta") - um termo que à parte dos seus significados ofensivos pode denotar um músico habilidoso.




Álbum de estréia: Freak Out! (1966)

Com Wilson creditado como produtor, a The Mothers of Invention e uma orquestra de estúdio gravaram o inovador álbum duplo Freak Out! (1966). Ele misturava R&B, doo-wop e colagens de som experimentais que capturavam a subcultura "freak" de Los Angeles naquela época. O álbum imediatamente estabeleceu Zappa como uma nova voz radical no rock, provendo um antídoto para a "implacável cultura de consumo da América". O som era cru, mas os arranjos eram sofisticados (alguns dos músicos de sessão ficaram chocados ao saber que deveriam ler do papel com Zappa os conduzindo, o que não era padrão em uma gravação de rock.). As letras elogiavam a não-conformidade, criticavam autoridades, e tinham elementos dadaístas. Também havia lugar para canções de amor aparentemente convencionais. A maioria das composições eram feitas por Zappa, o que foi um precedente para o resto da sua carreira de gravações. Ele teve total controle dos arranjos e das decisões musicais e fez muitos overdubs. Wilson providenciou as conexões com a indústria para dar ao grupos os recursos financeiros necessitados. Durante a gravação de Freak Out, Zappa mudou-se para uma casa em Laurel Canyon com a amiga Pamela Zarubica, que apareceu no álbum. A casa tornou-se um lugar de encontro (e vivência) para muitos músicos de LA e groupies daquela época, apesar de Zappa desaprovar o uso de drogas por parte deles. Ele classificou pessoas sob efeito de drogas como "babacas em ação", e apenas fumou maconha algumas vezes sem nenhum prazer. Ele era um fumante regular de tabaco pela maior parte de sua vida, e forte crítico de campanhas antitabaco. Depois de uma curta turnê promocional seguindo o lançamento de Freak Out!, Zappa conheceu Adelaide Gail Sloatman. Ele se apaixonou dentro de "alguns minutos" e ela mudou-se para a casa dele durante o verão. Eles casaram-se em 1967




The Mothers of Invention:
Frank Zappa
Jimmy Carl Black
Ray Collins
Roy Estrada
Elliot Ingber

The Mothers' Auxiliary:
Gene Estes – percussion
Eugene Di Novi – piano
Neil Le Vang – guitar
John Rotella – clarinet, sax
Carol Kaye – 12-string guitar
Kurt Reher – cello
Raymond Kelley – cello
Paul Bergstrom – cello
Emmet Sargeant – cello
Joseph Saxon – cello
Edwin V. Beach – cello
Arthur Maebe – French horn, tuba
Motorhead Sherwood – noises
Kim Fowley - hypophone
Mac Rebennack – piano
Paul Butterfield – vocals
Les McCann – piano
Jeannie Vassoir – (the voice of Cheese)


Wilson produziu o álbum seguinte Absolutely Free (1967), que foi gravado em novembro de 1966 e depois mixado em Nova Iorque. Ele apresentava extensas performances do Mothers of Invention e focava em sons que definiram o estilo de composição de Zappa, com uma introdução abrupta e mudanças de ritmo nas canções, que eram feitas de diversos elementos. Exemplos são "Plastic People" e "Brown Shoes Don't Make It", que contêm letras críticas da hipocrisia e conformidade da sociedade americana, mas também da contracultura dos anos 1960. Como Zappa colocou, "Nós somos sátiros, e nós estamos aqui para satirizar tudo." Na mesma época, Zappa gravou material para um álbum produzido por ele mesmo, baseado em trabalhos orquestrais, para ser lançado sob o seu nome. Devido a problemas contratuais, as gravações foram arquivadas e apenas finalizadas para serem lançadas no final de 1967. Zappa aproveitou a oportunidade para reestruturar radicalmente o seu conteúdo, adicionando novas gravações, diálogos improvisados para finalizar o que tornou-se o seu primeiro álbum solo (sob o nome de Francis Vincent Zappa, Lumpy Gravy (1968). É um "incrível ambicioso projeto musical" um "monumento a John Cage", que entrelaça temas orquestrais, palavras faladas e barulhos eletrônicos através de técnicas radicais de edição de áudio.



The Mothers of Invention
Frank Zappa 
Jimmy Carl Black
Ray Collins
Roy Estrada
Billy Mundi
Don Preston
Jim Fielder
Bunk Gardner

Additional personnel
Suzy Creamcheese (Lisa Cohen) – vocals on "Brown Shoes Don't Make It"
John Balkin – bass on "Invocation & Ritual Dance of the Young Pumpkin" and "America Drinks"
Jim Getzoff – violin on "Brown Shoes Don't Make It"
Marshall Sosson – violin on "Brown Shoes Don't Make It"
Alvin Dinkin – viola on "Brown Shoes Don't Make It"
Armand Kaproff – cello on "Brown Shoes Don't Make It"
Don Ellis – trumpet on "Brown Shoes Don't Make It"
John Rotella – contrabass clarinet on "Brown Shoes Don't Make It"
Herb Cohen – cash register machine sounds on "America Drinks & Goes Home"
Terry Gilliam, girlfriend and others – voices in "America Drinks & Goes Home"








Musicians:
Abnuceals Emuukha Electric Symphony Orchestra
Frank Zappa


The Mothers of Invention tocou em Nova Iorque no final de 1966 e foi ofertada com um contrato no Garrick Theater durante a páscoa de 1967. Isso se provou bem-sucedido e Herb Cohen aumentou o contrato, que ao fim durou quase um ano. Como resultado, Zappa e sua esposa, juntamente com a Mothers of Invention, mudaram-se para Nova Iorque. Os seus shows tornaram-se uma combinação de atos improvisados mostrando talentos individuais da banda assim como performances da música de Zappa. Tudo era dirigido pelos famosos sinais de Zappa com a mão. Convidados para apresentações e a participação da audiência tornaram-se parte regular dos shows no Garrick Theater. Estabelecida em Nova Iorque e apenas interrompida pela primeira turnê europeia da banda, a The Mothers of Invention gravou o álbum largamente classificado como o auge do trabalho do grupo no final da década de 1960, We're Only in It for the Money (lançado em 1968). Ele foi produzido por Zappa, com Wilson creditado como o produtor executivo. A partir de lá, Zappa produziu todos os álbuns lançados pelo Mothers of Invention e como artista solo. We're Only in It for the Money trouxe algumas das mais criativas edições de áudio já ouvidas na música pop, e canções satirizando impiedosamente a cultura hippie e o fenômeno flower power. A foto de capa parodiava o álbum Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. A arte da capa foi feita por Cal Schenkel, que Zappa conheceu em Nova Iorque. Isso iniciou uma colaboração que continuou pelo resto de sua vida, na qual Schenkel desenhou capas de muitos álbuns de Zappa e dos Mothers.




The Mothers Of Invention:
Frank Zappa
Ray Collins
Roy Estrada
Jimmy Carl Black
Billy Mundi
Ian Underwood
Don Preston,
Bunk Gardner
Motorhead Sherwood.





Personnel:
- Frank Zappa – guitar, piano, vocals, voices
- Dick Barber – vocals
- Jimmy Carl Black – trumpet, drums, vocals, indian
- Roy Estrada – electric bass, vocals
- Bunk Gardner – woodwind
- Billy Mundi – drums, vocals
- Don Preston – keyboards
- Euclid James "Motorhead" Sherwood – baritone saxophone, soprano saxophone, voices
- Suzy Creamcheese – telephone voice
- Ian Underwood – piano, keyboards, voices, woodwind
- Pamela Zarubica – vocals
+
- Eric Clapton – Male speaking part in "Are You Hung Up?" and "Nasal Retentive Calliope Music"
- Gary Kellgren – "the one doing all the creepy whispering" (i.e., interstitial spoken segments)
- Spider Barbour – vocals
- Dick Kunc – "cheerful interruptions" vocals
- Vicki Kellgren – additional telephone vocals
- Sid Sharp – orchestral arrangements on "Absolutely Free", "Mother People" and "The Chrome Plated Megaphone of Destiny"



Refletindo o gosto eclético de Zappa para a música, o próximo álbum, Cruising with Ruben & the Jets (1968), foi muito diferente. Ele representou uma coleção de canções de doo-wop; ouvintes e críticos não estavam seguros de se o álbum era uma sátira ou um tributo. Zappa comentou que o álbum foi concebido no modo em que composições de Stravinsky estavam no seu período neo-clássico: "Se ele pôde tirar formas e clichês da era clássica e pervertê-la, por que não fazer o mesmo ... para o doo-wop nos anos 50?" Um tema de A Sagração da Primavera de Stravinsky é ouvido durante uma canção.




Personnel:
- Frank Zappa - low grumbles, oo-wah and lead guitar (also drums, piano, bass), producer
- Ray Collins - lead vocals
- Roy Estrada - high weazlings, dwaedy-doop & electric bass
- Jimmy Carl Black and/or Arthur Dyer Tripp III - lewd pulsating rhythm
- Ian Underwood or Don Preston - redundant piano triplets
- Motorhead Sherwood - baritone sax & tambourine
- Bunk Gardner and Ian Underwood - tenor and alto saxs




Recorded at California State University, Fullerton, CA - November 8, 1968

Frank Zappa: lead guitar/vocal 
Lowell George: guitar/vocal
Roy Estrada: bass/vocal 
Don Preston: keyboards/electronics 
Buzz Gardner: trumpet
Bunk Gardner: tenor sax 
Motorhead Sherwood: baritone sax 
Jimmy Carl Black: drums 
Arthur Dyer Tripp III: drums 
+
Larry "Wild Man" Fischer: guest vocals





 California State College, Fullerton, 08-Nov-1968

Frank Zappa
Jimmy Carl Black
Bunk Gardner
Don Preston
Jim Sherwood
Roy Estrada
Arthur Dyer Tripp III

Special guests:
Larry "Wild Man" Fischer and Don Cherry (?)




Recorded at The Ark, Boston - July 8, 1969

Frank Zappa: lead guitar/vocal 
Roy Estrada: bass/vocal 
Don Preston: keyboards/electronics 
Buzz Gardner: trumpet 
Ian Underwood: alto sax, piano
Bunk Gardner: tenor sax 
Motorhead Sherwood: baritone sax 
Jimmy Carl Black: drums 
Arthur Dyer Tripp III: drums


Continuação: Capítulo II

Monday, August 10, 2015

Miles Davis, John Coltrane and the Jazz


Uma grande parceria do Jazz, Coltrane & Davis, registrada em alguns álbuns. Ambos fazem parte da história do Jazz. Esta maravilhosa parceira se iniciou no Miles Davis Quintet, formado em 1955, com  John Coltrane (saxofone tenor), Red Garland (piano), Paul Chambers (contrabaixo), Philly Joe Jones (bateria) e Miles Davis (trompete). Embora à data da sua formação a maioria dos seus membros fossem desconhecidos, para o público em geral, aqueles tornaram-se nomes importantes no mundo do jazz. Embora a vida atribulada de Miles Davis tenha levado a várias formações do Quinteto, grandes parcerias foram formadas e Paul Chambers, John Coltrane, e Cannonball Adderley continuaram a gravar juntos produzindo um das grandes maravilhas do Jazz, Kind of Blue, gravado em 1959.


Vamos então, colocar um som para tocar:




So What
Fran-Dance
All Blues / The Theme
On Green Dolphin Street
Walkin' / The Theme

Bass – Paul Chambers
Drums – Jimmy Cobb
Piano – Wynton Kelly
Tenor Saxophone – John Coltrane
Trumpet – Miles Davis





A história de John Coltrane no Jazz, se inicia com um telefonema de Miles Davis, em 1955, convidando-o para se juntar a um grupo que Miles estava formando, o Miles Davis Quintet. Também devido a problemas com drogas (heroína), Coltrane sai do grupo, e forma sua banda.  Em 15 de dezembro de 1957, Coltrane lançou o álbum Blue Train. O álbum contava com o trompetista Lee Morgan, o trombonista Curtis Feller, o pianista Kenny Drew, além de outros dois músicos vindos do quinteto de Miles Davis, o baixista Paul Chambers e o baterista "Philly" Joe Jones. O álbum foi lançado com composições inteiramente de sua autoria (com exceção de "I'm Old Fashioned", um standard de Jerome Kern e Johnny Mercer). Durante uma entrevista em 1960, Coltrane o descreveu como seu álbum favorito ("este ou Soultrane").




Peter's Gift



Em março e abril de 1959, Coltrane grava com o grupo de Miles Davis o álbum Kind of Blue, lançado em 17 de agosto de 1959. O álbum todo foi composto baseado em escalas modais, em que cada integrante recebia um grupo de escalas que definiam os parâmetros da improvisação. O modo de apresentação entrou em contraste com o estilo de composição do jazz tradicional, que se baseava em partituras completas, com progressões de acordes ou séries harmônicas. Kind of Blue é considerado como um dos álbuns mais influentes do jazz, alcançando um elevado número de vendas.



Peter's Gift




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Coltrane faleceu em decorrência de câncer do fígado no Hospital Huntington em Long Island - Nova Iorque, em 17 de julho de 1967 com 40 anos de idade. Numa entrevista em 1968, o saxofonista Albert Ayler revelou que Coltrane estava consultando um curandeiro hindu para se tratar, ao invés de usar a medicina ocidental, fato negado mais tarde por Alice Coltrane. Em ambos os casos, no entanto, o tratamento convencional seria inútil. Especula-se que a família de Coltrane esteja de posse de diversas peças inéditas do músico. A maioria seriam fitas em mono, de referências que o saxofonista teria feito, como o lançamento em 1995 de Stellar Regions, além de master tapes que nunca saíram do estúdio. O selo Impulse!, de 1965 a 1979 conhecido como ABC Records, lançou grande parte desse material na década de 70.9 O biógrafo Lewis Porter declarou que Alice Coltrane (que faleceu em 2007) pretendia lançar essas músicas mas, o seu filho Ravi Coltrane, responsável por rever o material, pretendia dar mais prioridade à sua carreira, pelo que (ainda) não foram lançadas. Foi sepultado em Pinelawn Memorial Park, Condado de Suffolk, Nova Iorque no Estados Unidos

John Coltrane

Este post teve a parceria de Peter Hammil...

Saturday, August 8, 2015

The True Funk


Eu gosto demais daquele Funk dos anos 70, meio pesado, com guitarras distorcidas, batera e baixo pulsantes, e aquele vocal emocionado... James Brown, Parliament, Funkadelic, Sly and the Family Stone, Rufus & Chaka Khan, the Isley Brothers, Ohio Players, Con Funk Shun, Kool & The Gang, The Bar-Kays, Commodores, Roy Ayers, Stevie Wonder entre muitos outros, coloriram a década de 70 com um som damçante, de muita qualidade... Este som com uma vibe intensa, alegre originou outras vertentes como a Disco Music... Mas nada se compara a aquele som forte, rasgado da década de 70. Compartilho com vocês uma compilação que reúne muita coisa boa.




'True Funk spreads 51 cuts over three discs, all beautifully remastered and sold at a wonderfully attractive price point. There are no real liner notes to speak of other than complete track info, but it hardly matters. This isn't a set for critical listening so much as it's a comp designed for maximum aural pleasure. The roster of artist and the tune selection are impeccable anyway. Disc one includes the hard funk of acts like James Brown and Bobby Byrd, but also smooth groove tunes such as Leon Haywood's "I Want to Do Something Freaky to You," and the Eddie Kendricks backbone slippin groove "Keep on Truckin'." In addition there are cuts from the Commodores, the Gap Band and Parliament. Disc two features stone classics such as Cameo's "Word Up!," Lipps, Inc.'s "Funky Town," Rick James' "Super Freak," as well as a boatload of other smashes. Finally, cuts such as "Mama Feelgood" by Lyn Collins, Con Funk Shun's "Chase Me," Roy Ayers' "Don't Stop the Feeling," the Bar-Kays' "Too Hot to Stop, Pt. 1," and so many more round out disc three. The chronological range here runs from the beginning of the classic funk era in 1972 through 1979, when it was displaced on the charts by mainstream disco. There are no rarities here at all, but there are several 12" mixes as well as the single versions of the hits. One could do far worse than putting all this power on the box and letting it rip." AllMusic Review by Thom Jurek  )


CD1 
1. Machine Gun  Commodores 
2. Who'd She Coo  Ohio Players 
3. I Want'a Do Something Freaky To You  Leon Haywood 
4. Fencewalk  Mandrill 
5. Tell Me Something Good  Rufus  Chaka Khan 
6. Move Your Boogie Body  BarKays 
7. Don`t Stop The Music  Yarbrough  Peoples 
8. Back And Forth  Cameo 
9. Keep On Truckin  Eddie Kendricks 
10. Ms Got The Body  Con Funk Shun 
11. Bop Gun  Parliament 
12. Burn Rubber On Me  The Gap Band 
13. Bustin' Out  Rick James 
14. I Know You Got Soul  Bobby Byrd 
15. Ain't It Funky Now  James Brown 
16. If You Don't Get It The First Time Back Up And Try It Again Party  Fred Wesley  The JB's 
17. Funky Stuff  Kool  The Gang 

CD2 
1. Super Freak  Rick James 
2. Dance Wit Me  Rufus  Chaka Khan 
3. Fire  Ohio Players 
4. I Need Help  Bobby Byrd 
5. Standing On The Top  Temptations  Rick James 
6. Word Up  Cameo 
7. I Don't Believe You Want To Get Up And Dance  Gap Band 
8. Funkytown  Lipps Inc. 
9. Get Up  James Brown 
10. Think  Lyn Collins 
11. Gimme Some More  JB's 
12. Shake Your Rump To The Funk  Bar  Kays 
13. Ffun  Con Funk Shun 
14. Tear The Roof Off The Sucker Medley  Parliament 
15. Boogie Down  Eddie Kendricks 
16. Freaky Deaky  Roy Ayers 
17. Jungle Boogie  Kool  The Gang 

CD3 
1. Brick House  Commodores 
2. Cold Sweat  James Brown 
3. Mama Feelgood  Lyn Collins  The JBs 
4. Soul Power '74  Maceo 
5. Chase Me  Con Funk Shun 
6. Let It All Blow  Dazz Band 
7. Who Is He And What Is He To You  Creative Source 
8. You Dropped A Bomb On Me  Gap Band 
9. Shakey Ground  Temptations 
10. Too Hot To Stop  Bar  Kays 
11. Don't Stop The Feeling  Roy Ayers 
12. Get Down On It  Kool  The Gang 
13. Fopp  Ohio Players 
14. Aqua Boogie  Parliament 
15. Funk Funk  Cameo 
16. You've Got My Soul On Fire  Edwin Starr 
17. Give It To Me Baby  Rick James


PARA OUVIR E DANÇAR.....



Sunday, August 2, 2015

Ladies and Gentlemen, The Rolling Stones and their Sticky Fingers


Há 44 anos, o nono álbum dos Rolling Stones era lançado (discografia britânica). O Rolling Stones já era um sucesso, e o disco chegava às lojas cheio de histórias e lendas... Vamos tentar contar algumas aqui...  Em 1969, os Stones haviam lançado Let It Bleed. Embora este álbum tenha sido um grande sucesso, foi durante suas gravações que se iniciou uma crise no grupo. Brian Jones estava consumindo muitas drogas e quase não conseguia contribuir mais para o grupo, tendo participado apenas de duas músicas tocando harpa e percussão. Brian não produzia mais nada e para piorar a situação, sua namorada Anita Pallenberg o trocou por Keith Richards. Em junho de 1969, Brian pede para sair da banda, e em 3 de julho, aos 27 anos, Brian Jones morre afogado na piscina de sua casa... Um jovem guitarrista de 21 anos, Mick Taylor, indicado por John Mayall, substitui Brian nos Stones. Mick já havia participado do Let It Bleed em algumas canções...

Stones com Brian Jones

Stones com Mick Taylor
Apesar de Mick Taylor ser um excelente guitarrista, o impacto da morte de Brian Jones, um dos fundadores da banda, impactou o grupo. Neste mesmo período, Mick Jagger estava se separando de Marianne Faithfull e Keith Richards estava esperando seu primeiro filho (Marlon). Os Stones também estavam rompendo com a Decca Records e lançando seu próprio selo, Rolling Stones Records. Um clima pesado e inovador pairava sobre os Stones. Como eles sobreviveriam a tantas mudanças em um curto espaço de tempo? A resposta veio em 23 de abril de 1971. O álbum veio ao mundo com grandes inovações.

A CAPA:




A obra de arte para Sticky Fingers, que possui um zíper que se abre para revelar um homem em cuecas de algodão foi concebida pelo artista pop americano Andy Warhol, fotografada por Billy Name e projetada por John Pasche. A capa, uma foto da virilha do modelo Joe Dallesandro vestindo uma de calça jeans apertada, escondendo um pênis supostamente ereto, foi assumida por muitos fãs como sendo uma imagem de Mick Jagger, porém as pessoas realmente envolvidas no momento da sessão de fotos revelaram que vários homens diferentes foram fotografados (Jagger não estava entre eles) e nunca revelaram qual foi usada. Em 2003, a rede de televisão VH1 nomeou Sticky Fingers como a melhor capa de disco de todos os tempos.  Na Espanha, a capa original foi substituída por uma fotografia que mostrava três dedos de uma mão feminina saindo de uma lata com líquido preto. Além da capa modificada, na versão espanhola "Sister Morphine" foi substituída pela composição de Chuck Berry, "Let it Rock". Em 1992, o lançamento do LP na Rússia apresentou uma capa semelhante a original, a fotografia de uma calça jeans, aparentemente feminina com uma foice e um martelo gravados em uma fivela de cinto em forma de estrela.

Sticky Fingers Cover na Espanha


Sticky Fingers Cover na Rússia

 Andy Warhol & Mick Jagger
Carta de Mick Jagger a Andy Warhol sobre a capa do Sticky Fingers

O SELO:

O álbum também traz, pela primeira vez, o ‘tongue and lip design’, desenhado por John Pasche. Baseada na boca – nada pequena – de Mick Jagger, a ilustração se tornaria símbolo-chave dos Stones.



O ÁLBUM:

Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. Foi o primeiro álbum do quinteto inglês a alcançar três milhões de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos. É o primeiro lançamento da banda em seu recém-criado rótulo Rolling Stones Records, depois de terem sido contratados desde 1963 da Decca Records no Reino Unido e da London Records nos Estados Unidos. É o primeiro álbum dos Rolling Stones em que o guitarrista Mick Taylor, substituto de Brian Jones, morto em 1969, toca do começo ao fim. É também o primeiro disco dos Stones onde aparece o conhecido logotipo da língua. Em 2001, a rede de TV VH1 colocou Sticky Fingers no número # 46 em seu estudo dos melhores álbuns. Em 2003, Sticky Fingers foi listado como # 63 na lista dos 500 maiores álbuns de todos os tempos, da revista Rolling Stone.

A MÚSICA:

Sobre a faixa "Moonlight Mile", Keith disse no mesmo ano: "A única coisa que não tenho nada a ver em Sticky Fingers é em "Moonlight Mile", pois não estava lá quando a gravaram". 
Sobre as gravações Charlie Watts afirmou em 2003: "Durante a turnê pelos Estados Unidos, nós fomos para o Alabama e tocamos no Muscle Shoals Studios. Foi uma semana fantástica. Gravamos faixas bem legais que apareceram em Sticky Fingers, como "You Gotta Move", "Brown Sugar" e "Wild Horses" - e nós as fizemos sem Jimmy Miller. Funcionou bem: É uma das coisas de Keith, que sempre gosta de gravar quando ainda está no meio da turnê, pois você esta em boa forma. O Muscle Shoals era muito especial. Um ótimo estúdio para se trabalhar". E sobre a utilização de metais no disco ele disse no mesmo ano: "Sticky Fingers foi a primeira vez em que usamos metais - influência de pessoas como Otis Redding, James Brown e também, Delaney and Bonnie, com quem Bobby Keys e Jim Price tocaram. Foi para dar uma maior dimensão, um coloração diferente".
Sobre "Dead Flowers", Mick Jagger disse em 1971: "Já estava toda escrita antes de gravá-la. Já tocava milhares de vezes em casa".
Perguntado sobre a canção sobre "Bitch", Mick Jagger disse em 1993: "Nós gravamos as bases no Olympic, porém os metais e os overdubbs foram feitos em Stargroves, onde Led Zeppelin e The Who gravariam tempos depois".
Sobre "Brown Sugar", Mick Jagger disse em 1994: "Já escrevi riffs que as pessoas pensam que são do Keith. Este foi o primeiro que fiz".
Sobre "Wild Horses", Mick afirmou em 1995: "Isso foi uma melodia de Keith. Ele escreveu a frase Wild Horses e eu escrevi o resto. Gosto dela. É um exemplo de canção pop". E sobre "Sister Morphine", ele afirmou no mesmo ano: "Marianne Faithfull escreveu algumas linhas. Ela sempre reclama que não conseguiu grana com ela. Cousin Cocaine... foi tudo o que ela escreveu".
Sobre "Can't You Hear Me Knocking", Mick Taylor afirmou em 1979: "É uma de minhas favoritas... a jam no fim aconteceu por acidente, nunca foi planejada. Perto do fim da música, eu senti que era para continuar. Todos já estavam abaixando seus instrumentos, mas o tape ainda estava rolando e soou bem, então todos pegaram de novo as coisas e continuaram a tocar".
Sobre Sway, Mick Taylor disse em 1995: "Você precisa de duas guitarras para tocar essa, pois precisa de uma guitarra em afinação aberta fazendo o dah-dum-dah-da. Na verdade foi Mick Jagger quem tocou guitarra-base nessa música".

Faixas:

Lado A
"Brown Sugar" – 3:48
"Sway" – 3:50
"Wild Horses" – 5:42
"Can't You Hear Me Knocking" – 7:14
"You Gotta Move" (Fred McDowell, Rev. Gary Davis) – 2:32

Lado B
"Bitch" – 3:38
"I Got the Blues" – 3:54
"Sister Morphine" (Jagger, Richards, Marianne Faithfull) – 5:31
"Dead Flowers" – 4:03
"Moonlight Mile" – 5:56


Sem LINKS (todos removidos)

Sticky Fingers (Original)





Sticky Fingers Sessions (1969-70)



Algumas sessões de estúdio, singles mixados que não foram lançados e takes alternativos de algumas canções...





Sticky Fingers (2002 Remastered)



Sticky Fingers Revisited Deluxe Edition (2012)





Sticky Fingers [Super Deluxe Edition 2015]





Sticky Fingers Live (2015)
Peter's gift....

The Rolling Stones have released a new live album, Sticky Fingers Live.
The digital-only release was recorded on May 20, 2015 at the Fonda Theatre, Los Angeles, when the Stones performed their 1971 album during a secret club gig.


The tracklisting for Sticky Fingers Live is:

“Sway”
“Dead Flowers”
“Wild Horses”
“Sister Morphine”
“You Gotta Move”
“Bitch”
“Can’t You Hear Me Knockin’”
“I Got the Blues”
“Moonlight Mile”
“Brown Sugar”



E para terminar, um tributo SOUL ao Sticky Fingers lançado pela revista MOJO em 2012.


Sticky Soul Fingers - A Rolling Stones Tribute






Uma banda com 50 anos de estrada e este pique todo... Tem que ter muito respeito!