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Thursday, August 20, 2015

Frank Zappa History: The Mothers and NO Inventions - Chapter II


Continuando de onde paramos no CAPÍTULO I:
Em Nova Iorque, Zappa aumentou o uso de edição de áudio como uma ferramenta de composição. Um exemplo encontrado no álbum duplo Uncle Meat (1969), em que a faixa "King Kong" é editada de várias performances de estúdio e ao vivo. Zappa tinha começado regularmente a gravar apresentações, e por causa da sua insistência em tons e tempos precisos, ele estava apto a aumentar as suas produções de estúdio com partes de shows ao vivo, e vice versa. Depois, ele combinou gravações de diferentes composições em novas peças, independentemente do tempo ou da métrica das fontes. Ele apelidou seu processo de "xenocronia" ("xenochrony", no original em inglês) (estranhas sincronizações) — refletindo os termos gregos "xeno" (alienígena ou estranho) e "chrono" (tempo). Zappa também desenvolveu uma abordagem composicional que chamou de "continuidade conceitual", significando que qualquer projeto ou álbum era parte de um projeto extenso. Tudo estava conectado e temas musicais e letras reapareceram em diferentes formas em álbuns posteriores. Indícios de continuidade conceitual são encontrados por toda parte no trabalho de Zappa. Durante o final dos anos 1960, Zappa continuou a desenvolver os negócios ao lado de sua carreira. Ele e Herb Cohen formaram as gravadoras Bizarre Records e Straight Records, distribuídas pela Warner Bros. Records, como empreendimento para ajudar com os fundos de projetos e aumentar o controle criativo. Zappa produziu o álbum duplo Trout Mask Replica de Captain Beefheart, álbuns de Alice Cooper, Wild Man Fischer, e The GTOs, assim como a última apresentação ao vivo de Lenny Bruce.




Frank Zappa – guitarra, percussão, vocal
Jimmy Carl Black – percussão, bateria
Ray Collins – vocal
Aynsley Dunbar – bateria
Roy Estrada – baixo, vocal
Bunk Gardner – clarineta, flauta, sopros, saxofone
Ruth Komanoff – marimba
Billy Mundi – bateria
Don Preston – piano
Euclid James Sherwood – saxofone, tamborim, vozes, coreografia
Art Tripp – percussão, sinos, bateria, marimba, xilofone, vibrafone
Ian Underwood – clarineta, flauta, piano, celeste, harpa, saxofone, sopros, órgão elétrico
Nelcy Walker – vocais sopranos
Pamela Zarubica como Suzy Creamcheese



♫ Frank Zappa - guitar, vocals
♫ Jimmy Carl Black - drums, vocals
♫ Ray Collins - vocals
♫ Roy Estrada - bass, vocals
♫ Buzz Gardner - trumpet
♫ Bunk Gardner - woodwinds
♫ Euclid James Motorhead Sherwood - baritone saxophone
♫ Arthur Dyer Tripp III - drums
♫ Ian Underwood - woodwinds, keyboards
♫ Lowell George - guitar, vocals

Rockpile, Toronto, Canada




Mothermania The Best Of The Mothers (1969) é uma coletânea do The Mothers Of Invention. Contêm faixas escolhidas pessoalmente por Zappa, dos discos anteriores Freak Out!, Absolutely Free e We're Only in It for the Money. Algumas faixas encontram-se em edições ou mixagens especiais para essa compilação.



Zappa e o Mothers of Invention retornaram a Los Angeles no verão de 1968, e os Zappas mudaram-se para uma casa em Laurel Canyon Boulevard, apenas mudando-se novamente para uma outra em Woodrow Wilson Drive no outono. Essa era para ser a casa de Zappa para o resto de sua vida. Apesar de ter sucesso com fãs com na Europa, o Mothers of Invention não era tão bem recompensado financeiramente. As suas primeiras gravações foram orientadas para destacar o vocal, mas Zappa escrevia mais músicas instrumentais e de jazz para os shows da banda, o que confundia a audiência. Zappa sentiu que o público tinha falhado em apreciar a sua "música elétrica de câmara". Em 1969, havia nove membros na banda e Zappa sustentava o grupo com a publicação de royalties, tanto se tocavam ou não. No final de 1969, Zappa rompeu com a banda. Ele citou problemas financeiros como a razão principal, mas também comentou da falta de esforço suficiente por parte dos membros da banda. Muitos integrantes da banda eram contrários a decisões de Zappa e tomaram isso como um sinal da preferência de Zappa pela perfeição ao sentimento. Outros estavam irritados com os "seus modos autocráticos", que eram manifestados pelo fato de Zappa nunca ter ficado no mesmo hotel com os outros membros da banda. Alguns integrantes iriam, entretanto, tocar com Zappa nos anos seguintes. Gravações remanescentes com a banda deste período foram coletadas nos álbuns Weasels Ripped My Flesh e Burnt Weeny Sandwich (ambos lançados em 1970).




Frank Zappa - órgão, guitarra, teclado, vocal
Jimmy Carl Black - percussão, bateria
Roy Estrada - baixo, vocal
Gabby Furggy - vocal
Bunk Gardner - metais, sopros
Lowell George - guitarra
Don "Sugarcane" Harris - violino, vocal
Don Preston - baixo, piano, teclados
Jim Sherwood - guitarra, vocal, sopros
Art Tripp - bateria
Ian Underwood - guitarra, piano, teclados, sopros





Essencialmente, trata-se de um lançamento "póstumo" do Mothers, sendo lançado depois que Frank Zappa encerrou as atividades da banda. Presumidamente um dos músicos favoritos de Zappa, Ian Underwood tem grande destaque no disco. O disco, como a sua contra-parte Weasels Ripped My Flesh, compila faixas até então inéditas do Mothers. Enquanto Weasels é focado na banda ao vivo, a maior parte de Burnt Weeny Sandwich apresenta composições de Zappa trabalhadas e estruturadas em estúdio, como o ápice do disco, The Little House I Used To Live In, que consiste em diversos movimentos. Zappa mencionou em uma entrevista para a Playboy que o título incomum do disco (algo como "Lanchinho Tostado") vem de um dos pratos favoritos do músico, que consiste em cachorros quentes tostados entre duas fatias de pão com mostarda. Burnt Weeny Sandwich e Weasels Ripped My Flesh também foram lançados em conjunto em vinil como 2 Originals of the Mothers of Invention.



Depois da separação dos Mothers of Invention, Zappa lançou o aclamado álbum solo Hot Rats (1969). Ele traz, pela primeira vez em gravações, Zappa tocando grandes solos de guitarra e contém uma das suas mais reconhecidas composições, "Peaches en Regalia", que reapareceu algumas vezes em gravações futuras. Os músicos de sessão eram conhecidos por tocar jazz, blues e R&B, e incluíam o violinista Don "Sugarcane" Harris, os bateristas John Guerin e Paul Humphrey, o multi-instrumentalista e o antigo membro do Mothers of Invention Ian Underwood, e o multi-instrumentalista Shuggie Otis no baixo, juntamente com a aparição do convidado Captain Beefheart (nos vocais da única faixa não-instrumental, "Willie the Pimp"). O álbum tornou-se popular na Inglaterra, e teve uma influência grande no desenvolvimento do gênero jazz-rock fusion.





Frank Zappa - guitarra, percussão, baixo
Ian Underwood - órgão, clarinete, flauta, piano, saxofone
Max Bennett - baixo
Captain Beefheart - harmônica, vocal
John Guerin - bateria
Don "Sugarcane" Harris - violino
Paul Humphrey - bateria
Shuggie Otis - baixo
Jean-Luc Ponty - violino
Ron Selico - bateria
Harvey Shantz - ruídos


Mais tarde em 1970, Zappa formou uma nova versão da The Mothers (praticamente largou a expressão "of Invention"). Ela incluía o baterista britânico Aynsley Dunbar, o tecladista de jazz George Duke, Ian Underwood, Jeff Simmons (baixo, guitarra rítmica), e três membros do The Turtles: o baixista Jim Pons, e os cantores Mark Volman e Howard Kaylan, que, devido a persistentes problemas legais e contratuais, adotaram o nome de palco de "The Phlorescent Leech and Eddie" ("Os Fosforescentes Leech e Eddie", em tradução livre), ou "Flo & Eddie". Esta formação dos Mothers estreou no próximo álbum solo de Zappa, Chunga's Revenge (1970).




Frank Zappa – guitarra, cravo, percussão, bateria, vocal, Condor;
Max Bennett – Baixo;
George Duke – Órgão, trombone, piano elétrico, efeitos de som, vocal;
Aynsley Dunbar – bateria, tamborim;
John Guerin – bateria (apenas em "Twenty Small Cigars");
Don "Sugarcane" Harris – violino elétrico, órgão;
Howard Kaylan – vocal;
Mark Volman – vocal;
Jeff Simmons – baixo, vocal;
Ian Underwood – órgão, guitarra, piano, guitarra rítmica, piano elétrico, saxofone alto, saxofone tenor, órgão.



01. Little House I Used To Live In/Dog Breath Variations/Blue Danube Waltz/Hungry Freaks Daddy 14:30 
02. whät 3:53
03. Dog Breath 2:10
04. King Kong 16:30
05. Trouble Every Day 5:59
06. A Pound For A Brown (On The Bus) 8:36
07. English Tea Dancing Interludes/Plastic People/King Kong/America Drinks/Wipe Out 12:00


Frank Zappa / guitar, vocals
- Ray Collins / tambourine, vocals 
- Roy Estrada / bass, vocals
- Don Preston / keyboards, electronics 
- Ian Underwood / keyboards, woodwinds
- Bunk Gardner / woodwinds
- Motorhead Sherwood / baritone sax 
- Jimmy Carl Black / drums 
- Arthur Dyer Tripp III / drums

Recorded at the Fillmore East, NYC - November 13, 1970






Frank Zappa: guitar/vocal 
Jean-Luc Ponty: violin 
Mark Volman: vocal 
Howard Kaylan: vocal 
Jeff Simmons: bass 
George Duke: keyboards 
Ian Underwood: keyboards/alto sax 
Aynsley Dunbar: drums






Frank Zappa: guitar, vocals
Mark Volman: vocals
Howard Kaylan: vocals
Jeff Simmons: bass, vocals
George Duke: keyboards, trombone
Ian Underwood: keyboards
Aynsley Dunbar: drums

"Fillmore East", NYC November 13, 1970.





Frank Zappa: guitar, vocals 
Mark Volman: vocals and special material 
Howard Kaylan: vocals and special material 
Jeff Simmons: bass, vocals 
George Duke: keyboards, trombone, vocals 
Ian Underwood: keyboards, winds 
Aynsley Dunbar: drums

Fillmore East, NYC - November 13, 1970


More Zappa in 1970


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Continuação: Capítulo III... 

Wednesday, August 12, 2015

Frank Zappa History: Studio Z, Cucamonga & The Mothers - Chapter I


O grande enigmático, excêntrico, gênio, ácido, irônico, bem humorado, louco, revolucionário, inovador, único, Mr. Frank Zappa. Eu sempre quis fazer um blog só do Zappa. Mas fui postergando, postergando, e agora vai. Pretendo postar todos os álbuns que tenho, com todos os detalhes que conseguir, em 10 ou 20 posts. Ao mesmo tempo, gostaria de contar sua história (via Wikipedia) e ir musicando a medida que avançamos. Para ficar legal, vou apresentar sua obra em ordem cronológica da música, e não do álbum. Faço isso com o maior prazer para os que não conhecem, conheçam, e para os que conhecem, que tenham um bom divertimento com um som de qualidade, ou que renovem suas coleções pois a maioria dos álbuns tem 320. Na verdade a história do Zappa começou a ser contada nos posts  The Complete Frank Zappa Project/Object Series - Part I, Part II, Part III e Part IV. Vamos iniciar esta séria de posts de onde paramos... Divirtam-se.


Biografia:

No nício dos anos 60, Zappa tentava levar uma vida como músico e compositor, e tocou em diferentes apresentações em nightclubs, alguns com uma nova versão dos Blackouts. Financeiramente mais recompensadoras eram as primeiras gravações profissionais de Zappa, duas trilhas sonoras para os filmes de baixo orçamento The World's Greatest Sinner (1962) e Run Home Slow (1965). O primeiro trabalho foi comissionado pelo ator-produtor Timothy Carey e gravado em 1961. Ele contém muitos temas que apareceram em gravações posteriores de Zappa. A outra trilha foi gravada em 1963 depois que o filme foi completado, mas foi comissionado por um dos antigos professores de Zappa no ensino médio em 1959 e Zappa possivelmente tenha trabalhado nela depois das filmagens. Trechos da trilha sonora podem ser ouvidos no álbum póstumo The Lost Episodes (1996). Durante o início da década de 1960, Zappa escreveu e produziu canções para outros artistas locais, trabalhando frequentemente com o cantor e compositor Ray Collins e com o produtor Paul Buff. A sua "Memories of El Monte" foi gravada pelos The Penguins (apesar de apenas Cleve Duncan do grupo original ter sido apresentado). Buff possuía o pequeno Pal Recording Studio em Cucamonga, que incluía um único gravador de fita de cinco canais que ele montou. Naquele tempo, apenas os mais sofisticados estúdios comerciais tenham instalações com múltiplos canais; o padrão da indústria para pequenos estúdios era ainda mono ou de dois canais. Apesar de nenhuma das gravações do período ter atingido maior sucesso comercial, Zappa ganhou dinheiro suficiente para permiti-lo organizar um concerto da sua música orquestral em 1963, transmiti-lo e gravá-lo. Ele apareceu no programa sindicado noturno de Steve Allen no mesmo ano, no qual ele tocou uma bicicleta como instrumento musical. Com Captain Beefheart, Zappa gravou alguns sons sob o nome de The Soots. Eles foram rejeitados pela Dot Records por não ter "potencial comercial"; uma frase que Zappa usou posteriormente no encarte do álbum Freak Out! Em 1964, depois de seu casamento começar a se desmanchar, ele se mudou para o Pal studio e começou a trabalhar 12 horas ou mais por dia rotineiramente gravando e experimentando com overdubbing e manipulação de áudio. Isso estabeleceu um padrão de trabalho que durou pela maior parte de sua vida. Ajudado pelos seus ganhos da composição do filme, Zappa assumiu o estúdio de Paul Buff, que estava agora trabalhando com Art Laboe no Original Sound. Ele foi renomeado como Studio Z. O Studio Z foi raramente reservado para gravações de outros músicos. Ao invés disso, amigos foram para lá, notavelmente James "Motorhead" Sherwood. Zappa começou a atuar como guitarrista com um power trio, The Muthers, em bares locais para sustentá-lo. 

Um artigo na imprensa local descrevendo Zappa como "o Rei dos Filmes de Cucamonga" levou a polícia local a suspeitar que ele estava fazendo filmes pornográficos. Em março de 1965, Zappa foi abordado por um oficial secreto da polícia e aceitou uma oferta de US$100 para produzir uma sugestiva fita de áudio para uma suposta despedida de solteiro. Zappa e uma amiga fingiram uma gravação erótica. Quando Zappa estava prestes a entregar a fita, foi preso, e a polícia recolheu do estúdio todo o material gravado. A imprensa especulava antecipadamente, e o The Daily Report do dia seguinte escreveu que "investigações do Vice Squad calaram os produtores da gravação de livre balanço, um produtivo estúdio de filmagem e gravação nesta sexta-feira e prenderam um produtor de filmes de estilo próprio". Zappa foi acusado de "conspiração para cometer pornografia". Essa acusação foi reduzida e ele foi sentenciado a seis meses de cadeia atenuada, com todos menos dez dias, foi suspenso. O seu encarceramento e breve aprisionamento deixou-lhe uma marca e foi chave na formação do seu posicionamento antiautoritário. Zappa perdeu algumas gravações feitas no Studio Z no processo, assim como a polícia devolveu apenas 30 das 80 horas de fitas apreendidas. Afinal, ele não pôde mais pagar o aluguel do estúdio e foi despejado.45 Zappa tentou recuperar algumas de suas posses antes de o estúdio ser demolido em 1966.



E agora, The Mothers of Invention:

Em 1965, Zappa foi abordado por Ray Collins, que o convidou a se unir uma banda local de R&B, a The Soul Giants, como guitarrista. Zappa aceitou e logo assumiu a liderança e o papel de cantor co-principal (mesmo que ele nunca tivesse se considerado um cantor). Ele convenceu os outros membros de que deveriam tocar a sua música para aumentar as chances de ter um contrato de gravação. A banda foi nomeada The Mothers, coincidentemente no dia das mães nos EUA. O grupo aumentou as suas receitas depois de começar uma associação com o empresário Herb Cohen, enquanto eles gradualmente ganhavam atenção na florescente cena de música underground de Los Angeles. No início de 1966, eles foram vistos pelo produtor de gravação Tom Wilson enquanto tocavam "Trouble Every Day", uma canção sobre os acontecimentos de Watts em 1965 (um levante em Los Angeles contra a brutalidade policial e injustiças raciais sofridas por negros americanos). Wilson era conhecido por ser o produtor do cantor e compositor de Bob Dylan e da dupla de folk-rock Simon & Garfunkel, e era notável como um dos poucos negros trabalhando como produtor em uma empresa de música pop naquele tempo. Wilson assinou a The Mothers com a Verve Records, uma divisão da MGM Records, que teve construída uma forte reputação na indústria musical pelos seus lançamentos de gravações de jazz moderno nas décadas de 1940 e 1950, mas estava tentando se diversificar para audiências de pop e rock. A Verve insistiu para que a banda oficialmente mudasse de nome para "The Mothers of Invention" porque "Mother" ("Mãe") em gíria, era a forma curta para "motherfucker" (em tradução livre, "filho da puta") - um termo que à parte dos seus significados ofensivos pode denotar um músico habilidoso.




Álbum de estréia: Freak Out! (1966)

Com Wilson creditado como produtor, a The Mothers of Invention e uma orquestra de estúdio gravaram o inovador álbum duplo Freak Out! (1966). Ele misturava R&B, doo-wop e colagens de som experimentais que capturavam a subcultura "freak" de Los Angeles naquela época. O álbum imediatamente estabeleceu Zappa como uma nova voz radical no rock, provendo um antídoto para a "implacável cultura de consumo da América". O som era cru, mas os arranjos eram sofisticados (alguns dos músicos de sessão ficaram chocados ao saber que deveriam ler do papel com Zappa os conduzindo, o que não era padrão em uma gravação de rock.). As letras elogiavam a não-conformidade, criticavam autoridades, e tinham elementos dadaístas. Também havia lugar para canções de amor aparentemente convencionais. A maioria das composições eram feitas por Zappa, o que foi um precedente para o resto da sua carreira de gravações. Ele teve total controle dos arranjos e das decisões musicais e fez muitos overdubs. Wilson providenciou as conexões com a indústria para dar ao grupos os recursos financeiros necessitados. Durante a gravação de Freak Out, Zappa mudou-se para uma casa em Laurel Canyon com a amiga Pamela Zarubica, que apareceu no álbum. A casa tornou-se um lugar de encontro (e vivência) para muitos músicos de LA e groupies daquela época, apesar de Zappa desaprovar o uso de drogas por parte deles. Ele classificou pessoas sob efeito de drogas como "babacas em ação", e apenas fumou maconha algumas vezes sem nenhum prazer. Ele era um fumante regular de tabaco pela maior parte de sua vida, e forte crítico de campanhas antitabaco. Depois de uma curta turnê promocional seguindo o lançamento de Freak Out!, Zappa conheceu Adelaide Gail Sloatman. Ele se apaixonou dentro de "alguns minutos" e ela mudou-se para a casa dele durante o verão. Eles casaram-se em 1967




The Mothers of Invention:
Frank Zappa
Jimmy Carl Black
Ray Collins
Roy Estrada
Elliot Ingber

The Mothers' Auxiliary:
Gene Estes – percussion
Eugene Di Novi – piano
Neil Le Vang – guitar
John Rotella – clarinet, sax
Carol Kaye – 12-string guitar
Kurt Reher – cello
Raymond Kelley – cello
Paul Bergstrom – cello
Emmet Sargeant – cello
Joseph Saxon – cello
Edwin V. Beach – cello
Arthur Maebe – French horn, tuba
Motorhead Sherwood – noises
Kim Fowley - hypophone
Mac Rebennack – piano
Paul Butterfield – vocals
Les McCann – piano
Jeannie Vassoir – (the voice of Cheese)


Wilson produziu o álbum seguinte Absolutely Free (1967), que foi gravado em novembro de 1966 e depois mixado em Nova Iorque. Ele apresentava extensas performances do Mothers of Invention e focava em sons que definiram o estilo de composição de Zappa, com uma introdução abrupta e mudanças de ritmo nas canções, que eram feitas de diversos elementos. Exemplos são "Plastic People" e "Brown Shoes Don't Make It", que contêm letras críticas da hipocrisia e conformidade da sociedade americana, mas também da contracultura dos anos 1960. Como Zappa colocou, "Nós somos sátiros, e nós estamos aqui para satirizar tudo." Na mesma época, Zappa gravou material para um álbum produzido por ele mesmo, baseado em trabalhos orquestrais, para ser lançado sob o seu nome. Devido a problemas contratuais, as gravações foram arquivadas e apenas finalizadas para serem lançadas no final de 1967. Zappa aproveitou a oportunidade para reestruturar radicalmente o seu conteúdo, adicionando novas gravações, diálogos improvisados para finalizar o que tornou-se o seu primeiro álbum solo (sob o nome de Francis Vincent Zappa, Lumpy Gravy (1968). É um "incrível ambicioso projeto musical" um "monumento a John Cage", que entrelaça temas orquestrais, palavras faladas e barulhos eletrônicos através de técnicas radicais de edição de áudio.



The Mothers of Invention
Frank Zappa 
Jimmy Carl Black
Ray Collins
Roy Estrada
Billy Mundi
Don Preston
Jim Fielder
Bunk Gardner

Additional personnel
Suzy Creamcheese (Lisa Cohen) – vocals on "Brown Shoes Don't Make It"
John Balkin – bass on "Invocation & Ritual Dance of the Young Pumpkin" and "America Drinks"
Jim Getzoff – violin on "Brown Shoes Don't Make It"
Marshall Sosson – violin on "Brown Shoes Don't Make It"
Alvin Dinkin – viola on "Brown Shoes Don't Make It"
Armand Kaproff – cello on "Brown Shoes Don't Make It"
Don Ellis – trumpet on "Brown Shoes Don't Make It"
John Rotella – contrabass clarinet on "Brown Shoes Don't Make It"
Herb Cohen – cash register machine sounds on "America Drinks & Goes Home"
Terry Gilliam, girlfriend and others – voices in "America Drinks & Goes Home"








Musicians:
Abnuceals Emuukha Electric Symphony Orchestra
Frank Zappa


The Mothers of Invention tocou em Nova Iorque no final de 1966 e foi ofertada com um contrato no Garrick Theater durante a páscoa de 1967. Isso se provou bem-sucedido e Herb Cohen aumentou o contrato, que ao fim durou quase um ano. Como resultado, Zappa e sua esposa, juntamente com a Mothers of Invention, mudaram-se para Nova Iorque. Os seus shows tornaram-se uma combinação de atos improvisados mostrando talentos individuais da banda assim como performances da música de Zappa. Tudo era dirigido pelos famosos sinais de Zappa com a mão. Convidados para apresentações e a participação da audiência tornaram-se parte regular dos shows no Garrick Theater. Estabelecida em Nova Iorque e apenas interrompida pela primeira turnê europeia da banda, a The Mothers of Invention gravou o álbum largamente classificado como o auge do trabalho do grupo no final da década de 1960, We're Only in It for the Money (lançado em 1968). Ele foi produzido por Zappa, com Wilson creditado como o produtor executivo. A partir de lá, Zappa produziu todos os álbuns lançados pelo Mothers of Invention e como artista solo. We're Only in It for the Money trouxe algumas das mais criativas edições de áudio já ouvidas na música pop, e canções satirizando impiedosamente a cultura hippie e o fenômeno flower power. A foto de capa parodiava o álbum Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. A arte da capa foi feita por Cal Schenkel, que Zappa conheceu em Nova Iorque. Isso iniciou uma colaboração que continuou pelo resto de sua vida, na qual Schenkel desenhou capas de muitos álbuns de Zappa e dos Mothers.




The Mothers Of Invention:
Frank Zappa
Ray Collins
Roy Estrada
Jimmy Carl Black
Billy Mundi
Ian Underwood
Don Preston,
Bunk Gardner
Motorhead Sherwood.





Personnel:
- Frank Zappa – guitar, piano, vocals, voices
- Dick Barber – vocals
- Jimmy Carl Black – trumpet, drums, vocals, indian
- Roy Estrada – electric bass, vocals
- Bunk Gardner – woodwind
- Billy Mundi – drums, vocals
- Don Preston – keyboards
- Euclid James "Motorhead" Sherwood – baritone saxophone, soprano saxophone, voices
- Suzy Creamcheese – telephone voice
- Ian Underwood – piano, keyboards, voices, woodwind
- Pamela Zarubica – vocals
+
- Eric Clapton – Male speaking part in "Are You Hung Up?" and "Nasal Retentive Calliope Music"
- Gary Kellgren – "the one doing all the creepy whispering" (i.e., interstitial spoken segments)
- Spider Barbour – vocals
- Dick Kunc – "cheerful interruptions" vocals
- Vicki Kellgren – additional telephone vocals
- Sid Sharp – orchestral arrangements on "Absolutely Free", "Mother People" and "The Chrome Plated Megaphone of Destiny"



Refletindo o gosto eclético de Zappa para a música, o próximo álbum, Cruising with Ruben & the Jets (1968), foi muito diferente. Ele representou uma coleção de canções de doo-wop; ouvintes e críticos não estavam seguros de se o álbum era uma sátira ou um tributo. Zappa comentou que o álbum foi concebido no modo em que composições de Stravinsky estavam no seu período neo-clássico: "Se ele pôde tirar formas e clichês da era clássica e pervertê-la, por que não fazer o mesmo ... para o doo-wop nos anos 50?" Um tema de A Sagração da Primavera de Stravinsky é ouvido durante uma canção.




Personnel:
- Frank Zappa - low grumbles, oo-wah and lead guitar (also drums, piano, bass), producer
- Ray Collins - lead vocals
- Roy Estrada - high weazlings, dwaedy-doop & electric bass
- Jimmy Carl Black and/or Arthur Dyer Tripp III - lewd pulsating rhythm
- Ian Underwood or Don Preston - redundant piano triplets
- Motorhead Sherwood - baritone sax & tambourine
- Bunk Gardner and Ian Underwood - tenor and alto saxs




Recorded at California State University, Fullerton, CA - November 8, 1968

Frank Zappa: lead guitar/vocal 
Lowell George: guitar/vocal
Roy Estrada: bass/vocal 
Don Preston: keyboards/electronics 
Buzz Gardner: trumpet
Bunk Gardner: tenor sax 
Motorhead Sherwood: baritone sax 
Jimmy Carl Black: drums 
Arthur Dyer Tripp III: drums 
+
Larry "Wild Man" Fischer: guest vocals





 California State College, Fullerton, 08-Nov-1968

Frank Zappa
Jimmy Carl Black
Bunk Gardner
Don Preston
Jim Sherwood
Roy Estrada
Arthur Dyer Tripp III

Special guests:
Larry "Wild Man" Fischer and Don Cherry (?)




Recorded at The Ark, Boston - July 8, 1969

Frank Zappa: lead guitar/vocal 
Roy Estrada: bass/vocal 
Don Preston: keyboards/electronics 
Buzz Gardner: trumpet 
Ian Underwood: alto sax, piano
Bunk Gardner: tenor sax 
Motorhead Sherwood: baritone sax 
Jimmy Carl Black: drums 
Arthur Dyer Tripp III: drums


Continuação: Capítulo II