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Sunday, August 2, 2015

Ladies and Gentlemen, The Rolling Stones and their Sticky Fingers


Há 44 anos, o nono álbum dos Rolling Stones era lançado (discografia britânica). O Rolling Stones já era um sucesso, e o disco chegava às lojas cheio de histórias e lendas... Vamos tentar contar algumas aqui...  Em 1969, os Stones haviam lançado Let It Bleed. Embora este álbum tenha sido um grande sucesso, foi durante suas gravações que se iniciou uma crise no grupo. Brian Jones estava consumindo muitas drogas e quase não conseguia contribuir mais para o grupo, tendo participado apenas de duas músicas tocando harpa e percussão. Brian não produzia mais nada e para piorar a situação, sua namorada Anita Pallenberg o trocou por Keith Richards. Em junho de 1969, Brian pede para sair da banda, e em 3 de julho, aos 27 anos, Brian Jones morre afogado na piscina de sua casa... Um jovem guitarrista de 21 anos, Mick Taylor, indicado por John Mayall, substitui Brian nos Stones. Mick já havia participado do Let It Bleed em algumas canções...

Stones com Brian Jones

Stones com Mick Taylor
Apesar de Mick Taylor ser um excelente guitarrista, o impacto da morte de Brian Jones, um dos fundadores da banda, impactou o grupo. Neste mesmo período, Mick Jagger estava se separando de Marianne Faithfull e Keith Richards estava esperando seu primeiro filho (Marlon). Os Stones também estavam rompendo com a Decca Records e lançando seu próprio selo, Rolling Stones Records. Um clima pesado e inovador pairava sobre os Stones. Como eles sobreviveriam a tantas mudanças em um curto espaço de tempo? A resposta veio em 23 de abril de 1971. O álbum veio ao mundo com grandes inovações.

A CAPA:




A obra de arte para Sticky Fingers, que possui um zíper que se abre para revelar um homem em cuecas de algodão foi concebida pelo artista pop americano Andy Warhol, fotografada por Billy Name e projetada por John Pasche. A capa, uma foto da virilha do modelo Joe Dallesandro vestindo uma de calça jeans apertada, escondendo um pênis supostamente ereto, foi assumida por muitos fãs como sendo uma imagem de Mick Jagger, porém as pessoas realmente envolvidas no momento da sessão de fotos revelaram que vários homens diferentes foram fotografados (Jagger não estava entre eles) e nunca revelaram qual foi usada. Em 2003, a rede de televisão VH1 nomeou Sticky Fingers como a melhor capa de disco de todos os tempos.  Na Espanha, a capa original foi substituída por uma fotografia que mostrava três dedos de uma mão feminina saindo de uma lata com líquido preto. Além da capa modificada, na versão espanhola "Sister Morphine" foi substituída pela composição de Chuck Berry, "Let it Rock". Em 1992, o lançamento do LP na Rússia apresentou uma capa semelhante a original, a fotografia de uma calça jeans, aparentemente feminina com uma foice e um martelo gravados em uma fivela de cinto em forma de estrela.

Sticky Fingers Cover na Espanha


Sticky Fingers Cover na Rússia

 Andy Warhol & Mick Jagger
Carta de Mick Jagger a Andy Warhol sobre a capa do Sticky Fingers

O SELO:

O álbum também traz, pela primeira vez, o ‘tongue and lip design’, desenhado por John Pasche. Baseada na boca – nada pequena – de Mick Jagger, a ilustração se tornaria símbolo-chave dos Stones.



O ÁLBUM:

Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. Foi o primeiro álbum do quinteto inglês a alcançar três milhões de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos. É o primeiro lançamento da banda em seu recém-criado rótulo Rolling Stones Records, depois de terem sido contratados desde 1963 da Decca Records no Reino Unido e da London Records nos Estados Unidos. É o primeiro álbum dos Rolling Stones em que o guitarrista Mick Taylor, substituto de Brian Jones, morto em 1969, toca do começo ao fim. É também o primeiro disco dos Stones onde aparece o conhecido logotipo da língua. Em 2001, a rede de TV VH1 colocou Sticky Fingers no número # 46 em seu estudo dos melhores álbuns. Em 2003, Sticky Fingers foi listado como # 63 na lista dos 500 maiores álbuns de todos os tempos, da revista Rolling Stone.

A MÚSICA:

Sobre a faixa "Moonlight Mile", Keith disse no mesmo ano: "A única coisa que não tenho nada a ver em Sticky Fingers é em "Moonlight Mile", pois não estava lá quando a gravaram". 
Sobre as gravações Charlie Watts afirmou em 2003: "Durante a turnê pelos Estados Unidos, nós fomos para o Alabama e tocamos no Muscle Shoals Studios. Foi uma semana fantástica. Gravamos faixas bem legais que apareceram em Sticky Fingers, como "You Gotta Move", "Brown Sugar" e "Wild Horses" - e nós as fizemos sem Jimmy Miller. Funcionou bem: É uma das coisas de Keith, que sempre gosta de gravar quando ainda está no meio da turnê, pois você esta em boa forma. O Muscle Shoals era muito especial. Um ótimo estúdio para se trabalhar". E sobre a utilização de metais no disco ele disse no mesmo ano: "Sticky Fingers foi a primeira vez em que usamos metais - influência de pessoas como Otis Redding, James Brown e também, Delaney and Bonnie, com quem Bobby Keys e Jim Price tocaram. Foi para dar uma maior dimensão, um coloração diferente".
Sobre "Dead Flowers", Mick Jagger disse em 1971: "Já estava toda escrita antes de gravá-la. Já tocava milhares de vezes em casa".
Perguntado sobre a canção sobre "Bitch", Mick Jagger disse em 1993: "Nós gravamos as bases no Olympic, porém os metais e os overdubbs foram feitos em Stargroves, onde Led Zeppelin e The Who gravariam tempos depois".
Sobre "Brown Sugar", Mick Jagger disse em 1994: "Já escrevi riffs que as pessoas pensam que são do Keith. Este foi o primeiro que fiz".
Sobre "Wild Horses", Mick afirmou em 1995: "Isso foi uma melodia de Keith. Ele escreveu a frase Wild Horses e eu escrevi o resto. Gosto dela. É um exemplo de canção pop". E sobre "Sister Morphine", ele afirmou no mesmo ano: "Marianne Faithfull escreveu algumas linhas. Ela sempre reclama que não conseguiu grana com ela. Cousin Cocaine... foi tudo o que ela escreveu".
Sobre "Can't You Hear Me Knocking", Mick Taylor afirmou em 1979: "É uma de minhas favoritas... a jam no fim aconteceu por acidente, nunca foi planejada. Perto do fim da música, eu senti que era para continuar. Todos já estavam abaixando seus instrumentos, mas o tape ainda estava rolando e soou bem, então todos pegaram de novo as coisas e continuaram a tocar".
Sobre Sway, Mick Taylor disse em 1995: "Você precisa de duas guitarras para tocar essa, pois precisa de uma guitarra em afinação aberta fazendo o dah-dum-dah-da. Na verdade foi Mick Jagger quem tocou guitarra-base nessa música".

Faixas:

Lado A
"Brown Sugar" – 3:48
"Sway" – 3:50
"Wild Horses" – 5:42
"Can't You Hear Me Knocking" – 7:14
"You Gotta Move" (Fred McDowell, Rev. Gary Davis) – 2:32

Lado B
"Bitch" – 3:38
"I Got the Blues" – 3:54
"Sister Morphine" (Jagger, Richards, Marianne Faithfull) – 5:31
"Dead Flowers" – 4:03
"Moonlight Mile" – 5:56


Sem LINKS (todos removidos)

Sticky Fingers (Original)





Sticky Fingers Sessions (1969-70)



Algumas sessões de estúdio, singles mixados que não foram lançados e takes alternativos de algumas canções...





Sticky Fingers (2002 Remastered)



Sticky Fingers Revisited Deluxe Edition (2012)





Sticky Fingers [Super Deluxe Edition 2015]





Sticky Fingers Live (2015)
Peter's gift....

The Rolling Stones have released a new live album, Sticky Fingers Live.
The digital-only release was recorded on May 20, 2015 at the Fonda Theatre, Los Angeles, when the Stones performed their 1971 album during a secret club gig.


The tracklisting for Sticky Fingers Live is:

“Sway”
“Dead Flowers”
“Wild Horses”
“Sister Morphine”
“You Gotta Move”
“Bitch”
“Can’t You Hear Me Knockin’”
“I Got the Blues”
“Moonlight Mile”
“Brown Sugar”



E para terminar, um tributo SOUL ao Sticky Fingers lançado pela revista MOJO em 2012.


Sticky Soul Fingers - A Rolling Stones Tribute






Uma banda com 50 anos de estrada e este pique todo... Tem que ter muito respeito!