Tuesday, July 17, 2012

Brasil em Montreux II




Como já foi publicado aqui no Valvulado, tocar em Montreux é um privilégio e não é para qualquer um. Trata-se de um reconhecimento internacional. A música brasileira sempre marcou presença neste festival, e desde 1978, temos a honra de figurar em uma noite única, dedicada ao Brasil.

"A noite brasileira em Montreux começou em 1978 com Gilberto Gil e A Cor do Som. Nenhum outro país teve esse privilégio por tanto tempo.
O criador do Montreux Jazz Festival, Claude Nobs (76 anos), acompanhou apresentações históricas: de Ella Fitzgerald e Ray Charles a Miles Davis e Sonny Rollins; de Elis Regina e Hermeto Pascoal a João Gilberto e Tom Jobim. Para Nobs, é como se fosse receber convidados em casa. Só que a festa dura 16 dias e tem público de 230 mil pessoas. Para "Funky Claude" (apelido que ganhou a partir da música "Smoke on the water", do Deep Purple, sobre incêndio em Montreux), os 46 anos à frente do maior festival de música da Europa foram só diversão. "Nunca trabalhei na vida, amo o que faço. Estou com 76, tive problemas de saúde e comecei a passar responsabilidades. Agora, me concentro nos artistas", diz Nobs ao G1, por e-mail.

G1 - Como começou a noite brasileira em Montreux?
Claude Nobs -
Meu amigo, André Midani, era diretor da WEA no final dos anos 70. Em 1977 e 1978, ele me convidou para organizar dois festivais em São Paulo. Chamei vários artistas brasileiros que eu já tinha conhecido no Midem (encontro mundial de empresas ligadas à música, em Cannes, realizado dede 1968) e alguns americanos. Midani me colocou em contato com artistas como Elis Regina, Gilberto Gil e muitos outros. Até hoje, lembro o show da Elis como um dos melhores momentos do festival.

G1 - Qual seu top 3 de shows de música brasileira em Montreux?
Nobs -
Acho a Elis Regina a maior cantora que o Brasil já teve. E, naquela noite, ela ainda fechou cantando com o Hermeto Pascoal, um dos poucos a quem Miles Davis chamava de gênio. Nunca vou me esquecer do show do Ney Matogrosso. Ele apareceu quase pelado com uma fantasia feita só de penas, foi um escândalo. Fez um show inesquecível, com uma banda incrível. A noite com João Gilberto e Tom Jobim também foi muito especial, deu tudo certo.

Na 46ª do evento suíço, estão previstos mais de 100 shows, incluindo Van Morrison, Bob Dylan, Herbie Hancock e nomes mais novos, como Janelle Monaé e Hugh Laurie, da série "House".
Mais informações: ( http://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2012/06/criador-do-festival-de-montreux-exalta-musica-brasileira-quero-mais.html ) ".

Seguem alguns momentos históricos das noites brasileiras em Montreux:







Brazil Night Live in Montreux - Caetano Veloso, João Bosco, Ney Matogrosso (1983)




Ivinho - Ao Vivo em Montreaux [1978]
















Os álbuns de Elis e Hermeto possuem uma história interessante que deve ser contada aqui no Valvulado, com informações adaptadas de ( http://abre-surdo.blogspot.com.br/2005/06/o-duelo-entre-elis-e-hermeto-no.html ) e do grande livro de Nelson Motta, Noites Tropicais.

"O duelo entre Elis e Hermeto no Festival de Jazz de Montreux em 1979
       A grande estrela da “Noite Brasileira” era Elis Regina, que depois de 15 anos tinha saído da polygram para assinar com o seu velho amigo André Midani na Warner. A gravação de um disco ao vivo em Montreux era parte importante do novo contrato, para dar um impulso a sua carreira internacional. Com César Camargo Mariano [ pianista, arranjista e marido] e um pequeno grupo de músicos de alto nível, Elis montou um show com seus grandes sucessos.

       A lotação do velho Cassino de Montreux estava esgotada há dias e Hermeto Pascoal, vindo de gravações com Miles Davis, e idolatrado nos meios jazzísticos faria a primeira parte da “Noite Brasileira”.
Depois do ensaio , impressionado com a multidão que queria ver o show e não tinha entradas, o director do festival Claude Nobs pressionou o seu velho amigo André que convenceu Elis a fazer uma matinê-extra, às três da tarde no dia do show. Na matinê superlotada, Elis arrasou. Cantou com segurança, técnica e discreta emoção um repertório de alto nível. Fez o show como se fosse um ensaio geral. Como a preparação para a grande noite.

       A noite, no show de abertura, Hermeto Pascoal e os seus músicos fizeram a casa vir abaixo, foram aplaudidos de pé durante 15 minutos, com o público gritando e exigindo mais.

       Depois de um intervalo de meia hora, com uma orquídea azul nos cabelos, como Billie Holiday, Elis entrou no palco do Cassino de Montreux. Com um vestido longo e um penteado que a faziam mais velha, Elis parecia nervosa e tensa, cansada e intimidada, quando começou a cantar. Não cantava mal, cantava com precisão e cautela, sem tentar qualquer efeito. Na coxia, André entrou em pânico, pensou que Elis ia desmaiar. Entrou em palco com um copo de água que ela bebeu imediatamente. O Show continuou.

No palco Elis sofria intensamente, como se não estivesse fazendo o que mais gostava na vida, mas cumprindo um doloroso dever. O show terminou com muitos aplausos mas muito menos intensos que os de Hermeto. Elis estava exausta e saiu rapidamente do palco.

       No meio da gritaria, Claude chama de volta Hermeto Pascoal, que tinha assistido todo o show de Elis na coxia. Recebido com uma espectacular ovação, o bruxo albino se encaminhou vitorioso para o piano enquanto, de surpresa, Claude chamava de volta Elis Regina! Sempre altamente competitiva, Elis sabia que tinha perdido a noite para Hermeto. Frustrada e furiosa, entrou no palco pisando duro e sorrindo tensa para o público.

       Silencio total, piano e voz. Hermeto começa a tocar “Corcovado” e quando Elis começa a cantar, suas harmonias começam a se transformar, dissonâncias surpreendentes começam a brotar do piano, é cada vez mais difícil para Elis – ou para qualquer cantor do mundo – se manter dentro da mesma tonalidade, tantas e tão sofisticadas são as transformações que Hermeto impõe, tornando o velho clássico quase irreconhecível, genialmente irreconhecível. E Elis lá, respondendo a todos os saques do bruxo, com uma precisão que o espantava e o fazia mudar ainda mais os rumos de uma canção não ensaiada.

       Na corda bamba e sem rede, Elis cantava como uma bailarina, como uma guerreira, como um músico. Hermeto arregalava seus olhos vermelhos atrás dos óculos. Elis crescia a cada nota, à cada frase de seus improvisos e scats, a cada compasso de seu duelo com Hermeto. Foram delirantemente aplaudidos.

       Quando Hermeto começou a tocar “garota de ipanema” ( que Elis odiava e jurava que jamais cantaria em sua vida) ela baqueou. Mas logo se recuperou e cantou todo o vigor, como se fosse a última música de sua vida, virou a música pelo avesso imitando uma menininha dengosa, rindo e debochando, provocou o Hermeto, voou com ele diante da plateia electrizada.

       Com o público em pé, “Asa branca”, Elis e Hermeto no round final, o baião de Luís gonzaga em ambiente free-jazz e atonal, harmonias jamais sonhadas se cruzando com fraseados audaciosos de Elis, trocas bruscas de ritmos e andamento, propostas e respostas, tiros cruzados, arte musical de altíssimo nível protagonizada por dois virtuosos.

        Ao meu lado, meu velho amigo Nesuhi Ertgun experimentado crítico de jazz, que acompanhou a carreira de Miles Davis e outros génios, disse que raras vezes tinha testemunhado um dueto tão emocionado, tão técnico, tão audacioso. Saiu do Cassino eufórico, me convidando para celebrarmos num jantar com André e Elis. Festejada por Nesuhi, Elis foi a contragosto, quase não falou, mas disse para André, ameaçadora: “Esse disco não vai sair, não é?”

        Elis sabia que o disco ao vivo em Montreux que poderia impulsionar a sua carreira, internacional não sairia. Porque ela não queria, porque tirando os números com Hermeto, ela achava que o resto não valia a pena, não tinha cantado bem. Achava que tinha chutado um pênalti para fora. De volta ao Brasil exigiu de André um juramento de que nunca lançaria aquela gravação, nunca, nem depois que ela morresse. Elis morreu pouco depois aos 36 anos e André não pensou mais no assunto. Até que uma tarde, dois anos depois, André pensava em Elis quando sentiu um arrepio e se lembrou: o show dela à tarde em Montreux, o show-extra que acabou exaurindo-a e prejudicando sua perfomance nocturna, tinha sido muito bom….e também tinha sido gravado!

       Pediu as fitas e sozinho no seu escritório ouviu e chorou e ouviu e chorou, se lembrou de tudo e decidiu, por amor e admiração – e justiça- contrariar o juramento ao pedido de Elis feito no calor da emoção e da decepção da noite fatídica em Montreux. E constatou que sim, a performance dela com Hermeto era realmente extraordinária, e até ela, mesmo furiosa ( com ela mesma) depois do show reconhecera. André seleccionou cinco faixas do show à tarde e juntou-as às três com Hermeto num LP lançado discretamente e sem maiores repercussões como “Elis em Montreux”. (….) disco histórico."


(Texto de Nelson Motta, retirado das notas da brochura da reedição remasterizada do álbum "Elis Regina - Montreux Jazz Festival", colecção Warner Arquivos, Warner. Outubro 2001.)


Palhinhas: ( http://youtu.be/XOgHxIXyTKc )
            ( http://youtu.be/zGnqyIfyXOI )
                ( http://youtu.be/X7Kv1TpZkTQ )



João Gilberto - Ao Vivo em Montreux (1986)




Paralamas do Sucesso - Ao Vivo em Montreux (1978)







Tuesday, July 10, 2012

The Cult - Rock


The Cult are a British rock band formed in 1983. Before settling on their current name in January 1984, the band performed under the name Death Cult, which was an evolution of the name of lead singer Ian Astbury's previous band Southern Death Cult. They gained a dedicated following in the United Kingdom in the mid-1980s as a post-punk/gothic rock band, with singles such as "She Sells Sanctuary", before breaking mainstream in the United States in the late 1980s as a hard rock band with singles such as "Love Removal Machine" and "Fire Woman". According to music critic Stephen Thomas Erlewine, the band fuse a "heavy metal revivalist" sound with the "pseudo-mysticism ... of the Doors [and] the guitar-orchestrations of Led Zeppelin ... while adding touches of post-punk goth rock". Since the initial formation of Southern Death Cult in Bradford in 1981, the band have had various line-ups; the longest-serving members are Astbury and guitarist Billy Duffy, the band's two songwriters.


After moving to London, the band released their second album Love in 1985, which charted at No. 4 in the UK and included singles such as "She Sells Sanctuary" and "Rain". On their third album, Electric (1987), the band supplemented their post-punk sound with hard rock; the polish on this new sound was facilitated by producer Rick Rubin. Their fourth album, Sonic Temple (1989), proceeded in a similar vein, and these two albums enabled them to break into the North American market. It was also during this period that The Cult relocated to Los Angeles, California, where the band are currently based.


By the early 1990s, The Cult were fraying behind the scenes due to alcohol abuse, which prompted the band to split up in 1995. The band reunited in 1999 and released the album Beyond Good and Evil two years later. They followed that by reissuing all of their albums in Asia and Eastern Europe in 2003 and Japan in 2004. After their second hiatus, The Cult reformed once again in 2006 to perform a series of worldwide tours, and have since released three more studio albums: Born into This (2007), Choice of Weapon (2012) and Hidden City (2016).







Saturday, July 7, 2012

Rod Stewart - Folk Pop Rock (UK-


Sir Roderick David Stewart, CBE (born 10 January 1945) is a British rock singer and songwriter. Born and raised in London, he is of Scottish and English ancestry. Stewart is one of the best-selling music artists of all time, having sold over 100 million records worldwide. He has had six consecutive number one albums in the UK and his tally of 62 UK hit singles includes 31 that reached the top ten, six of which gained the #1 position. Stewart has had 16 top ten singles in the US, with four reaching #1 on the Billboard Hot 100. He was knighted in the 2016 Birthday Honours for services to music and charity.

With his distinctive raspy singing voice, Stewart came to prominence in the late 1960s and the early 1970s with The Jeff Beck Group, and then with Faces, though his music career had begun in 1962 when he took up busking with a harmonica. In October 1963, he joined The Dimensions as a harmonica player and part-time vocalist. In 1964, Stewart joined Long John Baldry and the All Stars, and in August, Stewart signed a solo contract, releasing his first single, "Good Morning Little Schoolgirl", in October. He maintained a solo career alongside a group career, releasing his debut solo album, An Old Raincoat Won't Ever Let You Down in 1969. Stewart's early albums were a fusion of rock, folk music, soul music, and R&B.


From the late 1970s through the 1990s, Stewart's music often took on a new wave or soft rock/middle-of-the-road quality, and in the early 2000s, he released a series of successful albums interpreting the Great American Songbook. In 1994, Stewart staged the largest free rock concert in history when he performed in front of 3.5 million people in Rio de Janeiro.

In 2008, Billboard magazine ranked him the 17th most successful artist on the "Billboard Hot 100 All-Time Top Artists". A Grammy and Brit Award recipient, he was voted at #33 in Q Magazine's list of the Top 100 Greatest Singers of all time, and #59 on Rolling Stone 100 Greatest Singers of all time. As a solo artist, Stewart was inducted into the US Rock and Roll Hall of Fame in 1994, the UK Music Hall of Fame in 2006, and was inducted a second time into the US Rock and Roll Hall of Fame in 2012 as a member of Faces.













Siouxsie and The Banshees - Pop Rock, Post punk New Wave (UK)


Siouxsie and the Banshees were an English rock band, formed in London in 1976 by vocalist Siouxsie Sioux and bass guitarist Steven Severin. They have been widely influential, both over their contemporaries and with later acts. Mojo rated guitarist John McGeoch in their list of "100 Greatest Guitarists of All Time" for his work on "Spellbound". The Times cited the group as "one of the most audacious and uncompromising musical adventurers of the post-punk era".

Initially associated with the punk scene, the band rapidly evolved to create "a form of post-punk discord full of daring rhythmic and sonic experimentation". Their debut album The Scream was released in 1978 to critical acclaim. In 1980, they changed their musical direction and became "almost a different band" with Kaleidoscope, which peaked at number 5 in the UK Albums Chart. With Juju (1981) which also reached the top 10, they became an influence on the emerging gothic scene. In 1988, the band made a breakthrough in North America with the multifaceted album Peepshow, which received critical praise. With substantial support from alternative rock radio stations, they achieved a mainstream hit in the US in 1991 with the single "Kiss Them for Me".

During their career, Siouxsie and the Banshees released 11 studio albums and 30 singles. The band experienced several line-up changes, with Siouxsie and Severin being the only constant members. They disbanded in 1996, with Siouxsie and drummer Budgie continuing to record music as the Creatures, a second band they had formed in the early 1980s. In 2004, Siouxsie began a solo career.

















Steppenwolf - Rock


Steppenwolf is a Canadian-American rock band, prominent from 1968 to 1972. The group was formed in late 1967 in Los Angeles by lead singer John Kay, keyboardist Goldy McJohn, and drummer Jerry Edmonton (all formerly in Canadian band The Sparrows). Guitarist Michael Monarch and bass guitarist Rushton Moreve were recruited by notices placed in Los Angeles-area record and musical instrument stores.


Steppenwolf sold over 25 million records worldwide, released eight gold albums and 12 Billboard Hot 100 singles, of which six were top 40 hits, including three top 10 successes: "Born to Be Wild", "Magic Carpet Ride", and "Rock Me". Steppenwolf enjoyed worldwide success from 1968 to 1972, but clashing personalities led to the end of the core lineup. Today, John Kay is the only original member, having been the lead singer since 1967.