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Sunday, November 24, 2013

World Psychedelic Classics - Collection


Uma coleção com 5 discos, tentando dar um exemplo de uns sons que podem ser classificados como psicodélicos. O interessante é que tem dois Brazukas -Os Mutantes e o Dr. Tim Maia (?). Independente da classificação, o som é muito bom... Gravado e relançados pelo selo Luaka Bop. Divirtam-se.




1. Ando Meio Desligado
2. Ave, Lucifer
3. Dia 3b
4. Baby
5. Fuga No. 11
6. Cantor de Mambo
7. Adeus Maria Fulo
8. Desculpe, Babe
9. El Justiciero
10. Panis et Circenses
11. A Minha Menina
12. Bat Macumba
13. Le Premier Bonheur Du Jour
14. Baby





World Psychedelic Classics, Vol. 3: Love's a Real Thing is a compilation of West African music from the seventies. The album was released on compact disc by Luaka Bop Records while the vinyl record was released later by Stones Throw with a slightly different track listing. The American psychedelic movement was bound to produce unexpected progeny--including the 1970s, which began as a mainstream attempt to absorb the "free love," recreational drug use, and sartorial eccentricities of the previous decade. But there were parallel repercussions elsewhere in the world, and nowhere was this phenomenon more fascinating than in West Africa. As LPs became cheaper and readily available, local musicians began to incorporate the fuzz and wah-wah guitar vamps, cheesy organ riffs, blatting saxes, and fat, funky bass lines of sixties R&B plus Santana-influenced Latin rhythms and the extended, destination-free guitar solos typical of the San Francisco sound. These were not emulated by rote but freely adapted by younger Africans, mostly students, whose own acoustic traditions had already been transformed by exposure to urban technology. The resulting amalgams, whether they evolved in Benin, Nigeria, Gambia, Cote d'Ivoire, or Mali, remain incredibly lively, funny, inventive, and surprising. --Christina Roden.

1. Minsato Le, Mi Dayihome
2. Love's a Real Thing
3. Keleya
4. Ceddo End Title
5. Porry
6. Guajira Van
7. Better Change Your Mind
8. Allah Wakbarr
9. Awon-Ojise-Oluwa
10. Zinabu
11. Ifa
12. Sanjina


1. Imunização Racional (Que Beleza)
2. Lets Have a Ball Tonight
3. O Caminho do Bem
4. Ela Partiu
5. Quer Queira, Quer Não Queira
6. Brother Father Mother Sister
7. Do Leme ao Pontal
8. Nobody Can Live Forever
9. I Don t Care
10. Bom Senso
11. Where is My Other Half?
12. Over Again
13. The Dance Is Over
14. You Don t Know What I Know
15. Rational Culture

Literally years in the making, the esteemed Luaka Bop label have finally unleashed what may just be the crown jewel in their reissue catalogue with this epic overview and retrospective of the work of Nigerian synth wizard, Afro-futurist, and overall renaissance man William Onyeabor. The speculative myth and mystery surrounding Onyeabor, said to have run his own film production studio after allegedly working as a cinematographer in 1960s Russia, building synthesizer components and recording and self-releasing a series of incredibly forward-reaching music in the 1970s and '80s, being crowned a High Chief in Eastern Nigeria, becoming a flour tycoon with his own mill, and then converting to Christianity and absolutely refusing to discuss his past in any manner, already sets up enough of a wonderful backstory for the man.








Saturday, January 12, 2013

Racional Music - Tim Maia



Entre os fãs de Tim Maia paira ainda a eterna discussão sobre qual foi o melhor trabalho que o cantor produziu em vida. Apesar de ainda não haver um consenso, seus dois discos produzidos entre 1975 e 1976 despontam entre os favoritos da crítica e dos fãs: os obscuros e raros Tim Maia Racional Volumes I e II.

Para entender o que passava na cabeça de Tim quando ele produziu os dois álbuns, é bom conhecer primeiro como ele levava a vida.

Tim Maia nunca quis ser um exemplo a ser seguido. Pelo contrário, sempre fez questão de ser diferente e andar na contramão do mainstream. Um belo exemplo disso é que, enquanto os caras bonzinhos ganhavam dinheiro com as musiquinhas da Jovem Guarda, Tim ia contra a tendência e soltava sua voz misturando o soul e funk com samba e baião.

Durante toda sua carreira, Tim Maia sempre deixou claro aquilo que muitos artistas escondem: ele era um ser humano. E, como humano, errava, exagerava, xingava e sofria. Graças a essa personalidade, tudo aquilo pelo que Tim Maia passava era refletido em sua música.

Acontece que, em 1974, Tim acabou entrando em contato com a Cultura Racional, um grupo conhecido por divulgar as ideias escritas pelo carioca Manoel Jacintho Coelho no livro Universo em Desencanto. Em seus mais de mil livros, Manoel explica a criação do universo, da vida na Terra e o destino da humanidade.





Depois de ler o primeiro volume da obra de Manoel, Tim Maia, um cara que já havia passado por de tudo um pouco, alcançou a chamada Imunização Racional. Compreendeu o sentido da vida, de onde viemos e para onde vamos. Sua música nada mais era agora do que um instrumento para divulgar a causa Racional. Começou a usar roupas brancas e a tentar influenciar todos a lerem o tal do livro.
Como não conseguiu convencer seus empresários daquilo que, para ele e os Racionais, era a resposta de todas as perguntas da humanidade, Tim rompeu com a gravadora que lhe levou ao estrelato e criou seu próprio selo – Seroma (as três primeiras sílabas que formam seu nome de batismo, Sebastião Rodrigues Maia). Nos dois anos seguintes, lançou os discos que décadas depois virariam raridades.
O que faz dos dois volumes de Tim Maia Racional discos fodas não é, entretanto, a mensagem que o cantor divulga nas canções. Os álbuns são marcantes por trazerem um Tim Maia diferente daquele que o grande público conhecia. Tim não fumava, não cheirava e não bebia mais. A vida saudável permitiu que o cantor atingisse o máximo que sua voz podia render. Por acreditar na mensagem que transmitia, Tim cantava com paixão, dava o melhor de si por aquela causa.
Apesar de as vendas dos álbuns racionais terem sido um fracasso, algumas músicas ficaram marcadas entre os fãs e na história, como a clássica Imunização Racional, que traz nada menos do que o tradicional “Uh, uh, uh, que beleza”. Tim dá ainda uma de pastor americano cantando em inglês nas faixas “You Don’t Know What I Know” e “Rational Culture” (uma das minhas favoritas).
Tim e os músicos que o acompanham criaram um trabalho digno de um dos maiores nomes da história da música brasileira. Na faixa “Universo em Desencanto”, por exemplo, rolam quebras de tempo capazes de dar um nó na cabeça de qualquer um. Enfim, a qualidade musical do álbum é inquestionável.

A trip esotérica de Tim Maia, no entanto, não durou muito.
Após dois anos de dedicação e pregação das crenças da Cultura Racional nas ruas, nos morros e nos seus shows, Tim Maia acabou se desiludindo com Manoel e seus seguidores e abandonou o grupo. Recolheu os discos das prateleiras, tirou as músicas dessa fase de seu repertório e nunca mais tocou no assunto. Voltou também para as drogas e para a vida desregrada.
Segundo os próprios Racionais, que conheci no ano passado produzindo meu trabalho de conclusão de curso, Tim foi banido do grupo por exigir uma porcentagem do lucro das vendas do livro de Manoel. Já a versão de Tim é que Jacintho Coelho e sua seita são um bando de picaretas. Seja o que for, o julgamento não cabe a nós. O que vale mesmo é que a piração religiosa de Tim Maia deixou para os fãs da boa música uma obra de qualidade superior.





Após delirar nas décadas de 80 e 90 com estes dois volumes, em 2006 fiquei sabendo que havia um terceiro volume... Sabia que Tim havia quebrado contratos e surrupiava seus materiais das gravadoras. A lenda diz que Tim tinha variaa musicas ineditas escondidas. O material encontrado por acaso em 2000 na casa do engenheiro de som William Luna Jr., onde ficou perdido por mais de 30 anos. Prensado em CD, o disco não chegou a ser comercializado. Vinha como brinde para quem comprasse os 14 volumes de uma coleção de Tim vendida em bancas de jornal. Na ocasião, a gravadora Sony Music disse ter interesse em lançar para as lojas - em CD e vinil. Demorou demais, e o mercado informal tomou a dianteira. Junto com os dois primeiros volumes, lançados no calor da hora em 1975 e 1976 e bancados pelo próprio Tim Maia, esse Racional Vol 3 já é considerado um dos álbuns mais importantes do funk e do soul nacionais. É fundamental, portanto, que extrapole o nicho dos colecionadores e chegue ao grande público.




Segue também uma grande raridade, encontrada por acaso em uma garimpagem na FENAC da Paulista:



Tim Maia Racional Vol. 1 Remixado - V.A.

Apresentando novas versões para as faixas que fazem parte do principal disco feito por Tim Maia em sua fase racional, o álbum Tim Maia Racional Vol. 1 Remixado, lançado pela Trama Virtual, conta com um time formado por nomes como Parteum, Rodrigo Brandão (Mamelo Sound System), Zegon, Espião (Rua de Baixo), Instituto, Max de Castro, Bossacucanova, entre outros. Enquanto você espera o download terminar, aperte o play para conferir duas faixas que fazem parte da produção.

01. Rational culture (Bruno E remix)
02. Rational culture (Parteum remix)
03. Bom senso (By Silvera)
04. Imunização racional (Que beleza) (Instituto remix)
05. You don't know what I know (JMB remix feat. Robinho & Maita)
06. Leia o livro universo em desencanto (Rappin' Hood remix)
07. Universo em desencanto (Zegon remix)
08. Bom senso (By Bossacucanova)
09. Imunização racional (Que beleza) (Madzoos Rebirth remix)
10. Rational culture (By Grand Daddy & Jam com a participação de Heloize Malaquias)
11. Bom senso (By Max de Castro)
12. You don't know what I know (By Dj Mau Mau and Soul remix)






Friday, December 21, 2012

Sebastião Rodrigues Maia - The Godfather of Brazilian Soul

Como última postagem do ano, gostaria de homenagear nosso grande Tim Maia. Síndico e Pai da Soul Music "Brasileira".



Tim Maia (nome artístico de Sebastião Rodrigues Maia; Rio de Janeiro, 28 de setembro de 1942 — Niterói, 15 de março de 1998), foi um cantor, compositor, produtor, maestro, multi-instrumentista e empresário brasileiro, responsável pela introdução do estilo soul na música popular brasileira e reconhecido mundialmente como um dos maiores ícones da música no Brasil. Suas músicas eram marcadas pela rouquidão de sua voz, sempre grave e carregada, conquistando grande vendagem e consagrando muitos sucessos. Nasceu e cresceu na cidade do Rio de Janeiro, onde, em sua infância, já teve contato com pessoas que viriam a ser grandes cantores, como Jorge Ben Jor e Erasmo Carlos. Em 1957, fundou o grupo The Sputniks, onde cantou junto a Roberto Carlos. Em 1959, emigrou para os Estados Unidos, onde teve seus primeiros contatos com o soul, vindo a ser preso e deportado por roubo e porte de drogas. Em 1970, gravou seu primeiro disco, intitulado Tim Maia, que, rapidamente, tornou-se um sucesso país afora com músicas como "Azul da Cor do Mar" e "Primavera".
Nos três anos seguintes, lançou vários discos homônimos, fazendo sucesso com canções como "Não Quero Dinheiro" e "Gostava Tanto de Você". De 1975 a 1977, aderiu à doutrina filosófico-religiosa conhecida como Cultura Racional, lançando, nesse período, as músicas "Que Beleza" e "Rodésia". Pela decadência de suas músicas influenciadas por essa escola filosófica, desiludiu-se com a doutrina e voltou ao seu estilo de música anterior, lançando sucessos como "Descobridor dos Sete Mares" e "Me Dê Motivo". Em 1988, venceu o Prêmio Sharp na categoria de melhor cantor. Muitas de suas músicas foram gravadas sob a editora Seroma e a gravadora Vitória Régia Discos, sendo um dos primeiros artistas independentes do Brasil. Ganhou o apelido de "síndico do Brasil" de seu amigo Jorge Ben Jor na música W/Brasil. Na década de 1990, diversos problemas assolaram a vida do cantor: problemas com as Organizações Globo e a saúde precária, devido ao uso constante de drogas ilícitas e ao agravamento de seu grau de obesidade. Sem condições de realizar uma apresentação no Teatro Municipal de Niterói, saiu em uma ambulância e, após duas paradas cardiorrespiratórias, faleceu em 15 de março de 1998. É amplo seu legado à história da música brasileira, e sua obra veio a influenciar diversos artistas, como seu sobrinho Ed Motta. A revista Rolling Stone classificou Tim Maia como o maior cantor brasileiro de todos os tempos, e também como o 9º maior artista da música brasileira.

Mas vamos a sonzeira...
Os gringos descobriram Tim Maia e estão escutando e remixando o melhor do Rei dos Baurets.

Olhem o que estão publicando lá: ( http://strictlyriddims.com/2012/09/05/tim-maia-brazilian-funk/ )

Tim Maia, The Godfather of Brazilian Soul






Brazilian funk legend…soul superstar…religious cult…drugs…prison…aliens!! Wonder what these have in common? All of these describe the larger than life Tim Maia. Short in stature but huge in personality (a press release says he was 5’7″ tall, “6′ with the Afro”).
His story is the stuff of legend. He grew up in Rio de Janeiro, formed his first group at 14 and even gave quitar lessons to local gang members. In 1959 at aged 17, he illegally emigrated to New York. There he went to school, worked as a janitor and formed a band called The Ideals. He was eventually send to jail and deported back to Brazil for smoking weed in a stolen car. American soul music and the civil rights movement left a big impression on him.
In 1970 Maia released his debut LP. It was labeled “a massive cannonball into the pool” of Brazilian culture. It brought together Brazilian pop music and American soul/funk in a whole new way. It spent 24 weeks on the top of the charts.
Maia’s drug use was well known and grew along with his fame. In 1976, Maia joined the Racional Energy cult and he stopped doing drugs, lost weight, wore all white robes, performed and recorded only for cult members. Cultura Racional believed that humans are really aliens that need to reconnect with an elemental form of energy through the teachings of a book called Universo Em Desencanto (Universe in Disenchantment). He recorded two albums during this time. He eventually split from the cult in 1976 but said these albums could never be released during his lifetime.
“Tim Maia became a member of the Brazilian Socialist Party (Partido Socialista Brasileiro – PSB) in October 1997. He was rumoured to have joined the party in order to run for a seat in the Federal Senate for Rio de Janeiro in the 1998 general elections, but died before that. When asked by a reporter why he chose to join the then small PSB, he replied: “Brazil is the only country where – in addition to whores cumming, pimps being jealous, and drug dealers being addicted – poor people vote on the right-wing”. His phrase would become a famous aphorism on the way Brazilians face politics.”

He died at 55 years old after a heart attack in 1998. He would have turned 70 this year. After years of negotiations, ‘Nobody Can Live Forever: The Existential Soul of Tim Maia’ is set be be released. You can find it on iTunes.
* * * * *
Segue uma coletânea que fizemos aqui, com os melhores Funk 'n' Soul do Godfather.



Tim Maia - The Soul of Brazil (2013)





Segue também uma grande raridade, encontrada por acaso em uma garimpagem na FENAC da Paulista:



Tim Maia Racional Vol. 1 Remixado - V.A.

Apresentando novas versões para as faixas que fazem parte do principal disco feito por Tim Maia em sua fase racional, o álbum Tim Maia Racional Vol. 1 Remixado, lançado pela Trama Virtual, conta com um time formado por nomes como Parteum, Rodrigo Brandão (Mamelo Sound System), Zegon, Espião (Rua de Baixo), Instituto, Max de Castro, Bossacucanova, entre outros. Enquanto você espera o download terminar, aperte o play para conferir duas faixas que fazem parte da produção.

01. Rational culture (Bruno E remix)
02. Rational culture (Parteum remix)
03. Bom senso (By Silvera)
04. Imunização racional (Que beleza) (Instituto remix)
05. You don't know what I know (JMB remix feat. Robinho & Maita)
06. Leia o livro universo em desencanto (Rappin' Hood remix)
07. Universo em desencanto (Zegon remix)
08. Bom senso (By Bossacucanova)
09. Imunização racional (Que beleza) (Madzoos Rebirth remix)
10. Rational culture (By Grand Daddy & Jam com a participação de Heloize Malaquias)
11. Bom senso (By Max de Castro)
12. You don't know what I know (By Dj Mau Mau and Soul remix)



E é isso aí!!! Feliz Natal e um ótimo 2013... Em Janeiro nos vemos. Abraços dos Valvulados...

Sunday, November 29, 2009

Eu vou chamar o Síndico!!!

Bom, enquanto a gente aprende a mexer com esse negócio de blog, temos que postar coisa boa, muito boa. Se alguém for reclamar do blog, imagino que não vai ser muito feroz, pois vai ter um som fantástico pra se divertir!



Coisa boa é o som do Tim Maia e o fino do Tim, é o Racional. Fase fértil do saudoso Síndico, loucuras e criatividade a mil!







E olha que tenho os dois vinilzão em casa, raridade, né Baruel? Esses são do tempo em que gente branca não era atendida na galeria da 24 de maio, só depois do Billy apresentar a gente pra galera. Aí também, já estava em casa, cordialidade total da rapaziada! Tudo que era vinil bão ia parar no toca-discos pra conferir a sonzeira! Raridade ainda maior é o Racional Volume 3, que na verdade nunca vi ao vivo, só assim, como está disponibilizado nos links, em mp3. Quando me falaram do Volume 3, achei que era conversa fiada, mas quando ouvi, logo percebi que se trata de mais frutos do balanço, talento e criatividade do velho e inigualável Tim! Alguém já viu?!?







Vamos lá!


















* * * * *
Em tempo: críticas construtivas e sugestões são sempre bem vindas. Ainda sou novo no ofício, então quem tiver uns toques pra dar, tá valendo!








E se alguém quiser ouvir algum som, é só pedir. A gente procura e pode até achar...