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Thursday, February 14, 2019

Eumir Deodato - Jazz & Funk (Brazil)


This particular album represents Deodato's transitional albums from 1979 and 1980, when he was actively pursuing chart success and radio play in the United States. Night Cruiser, released in 1980, is a groover. This is on the jazzier side of disco and some solid players contribute to the mix, including Ray Gomez and George Parrish, Jr. Each of these tunes works well for what it is. It's a smooth, beat- and bass-driven listen, with captivating horn charts and deep funky hooks. The album's highlight is the smoking "Skatin'," with its slippery-smooth intro and shimmering keyboards, synths, guitars, and spidery bassline. Here is where jazz harmony, disco rhythms, and pop-soul melody all wind together to create something memorable. Other standouts include "Uncle Funk," a collaboration with Kool & the Gang saxophonist Ronald Bell, and "Groovitation," closing the set with an over the top rhythm scheme. Fine for the dancefloor or the listening room, Night Cruiser is easily Deodato's most consistent effort of that decade. It alone makes the purchase price worth forking over. Taken together, these recordings are spotty but mostly satisfying -- especially for those interested in late-'70s pop music and production.


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More Eumir Deodato


Thursday, September 26, 2013

Eumir Deodato e o Samba Jazz


Eumir Deodato está diretamente ligado a história da música no Brasil. Grande tecladista, pianista, arranjador Iniciou sua carreira apresentando-se ao lado de Roberto Menescal e Durval Ferreira, em 1959, no auge da bossa nova. No começo da década de 1960 começou a se estabelecer como arranjador, mesmo sendo muito jovem fez arranjos para o álbum de estréia de Marcos Valle e para três discos de Wilson Simonal, incluindo o elogiado A Nova Dimensão do Samba, que contém a versão do cantor carioca para Nanã do maestro Moacir Santos, considerado pela revista Playboy como um dos 50 melhores discos brasileiros de todos os tempos. Em 1964, lança, pela gravadora Forma, Inútil Paisagem, clássico do samba jazz, onde interpreta apenas canções de Tom Jobim podendo ser sentida a influência de Gil Evans nos arranjos e um uso inventivo da orquestração, bem como a criatividade na escolha dos timbres.


Eumir Deodato (Rio de Janeiro, 22 de junho de 1943) participou do movimento bossa nova e da efervescência do samba jazz no início da década de 1960, estabelecendo-se como requisitado arranjador, ao lado de nomes consagrados como Radamés Gnattali e Moacir Santos. Após breve carreira como líder de conjunto no Brasil, radica-se nos Estados Unidos da América onde, afiliando-se à gravadora CTI Records, trabalha com diversos nomes de relevo da música mundial, como Aretha Franklin, Wes Montgomery e Frank Sinatra. Na década seguinte, conseguiu gravar e lançar seus discos solo internacionalmente, obtendo sucesso também como intérprete, com uma versão da introdução do poema sinfônico Also sprach Zarathustra, de Richard Strauss.3 Trabalhou em quase 500 discos, escreveu trilha sonora para vários filmes e recebeu diversos prêmios, entre eles 16 discos de platina e um Grammy, sendo considerado "uma personalidade internacional no mercado norte-americano de música".

Divirtam-se com alguns álbuns deste excelente músico brasileiro.



Discaço, com muito swing... Vejam esta resenha em inglês de http://www.dustygroove.com/item/31265/Deodato:First+Cuckoo:
Key proof that Deodato kept on making great records after leaving CTI Records – and in a way, the kind of set that allowed him a bit more freedom to grow than some of his contemporaries! The vibe here is a bit tighter than before, but in a way that makes many numbers even funkier – played by small combos on all tunes, with players that include Hubert Laws, Steve Gadd, John Tropea, and other early 70s fusion heavyweights – all jamming with Deodato's great work on electric piano and clavinet! There's a great variety of material here, but as usual with D, even familiar tunes get really transformed – in this case into soulful fusion numbers with a sound that we never would have expected! Titles include "Caravan", "Funk Yourself", "Crabwalk", "First Cuckoo", and versions of Marcos Valle's "Adam's Hotel" and Led Zep's "Black Dog.



 Gravado em 1964, "Idéias" é provavelmente o disco solo de estréia do talentoso Deodato já na fase pós "Os Catedráticos". O estilo grandioso é o mesmo, mesclando Samba-Jazz, Latin-Jazz e Bossa Nova com seus fantásticos e carecterísticos arranjos. Interpretando composições de sua autoria, como a excelente "Tempinho Bom" que abre o álbum e também de outros grandes músicos, tais como, Durval Ferreira, Marcos & Paulo Sérgio Valle, Tom Jobim, etc, e acompanhado por um naipe de estrelas, como o próprio Durval Ferreira na guitarra, Dom Um Romão revesando na bateria com Wilson Das Neves entre outros, Deodato fez um dos mais deliciosos álbuns do gênero da década de sessenta. Raro e sensacional, um show de harmonia!!


The solos are great, the beat is heavy and funky throughout, and Deodato takes a number of excellent solos on Fender-Rhodes electric piano which I feel are real highlights of the album.

The Band:
Bass - John Giulino , Stanley Clarke
Drums - Billy Cobham , Rick Marotta
Flute - Hubert Laws
Guitar - John Tropea
Keyboards, Arranged By, Conductor - Eumir Deodato
Percussion, Congas - Gilmore Degap , Rubens Bassini



Dois grandes pianistas da nossa música, nesse disco, Donato e Deodato trazem uma síntese perfeita entre música brasileira, jazz e funk. Além disso, os dois vêm acompanhados de um time pesado, contando com a participação iluminada de Maurício Einhorn na gaita e Airto Moreira nas percussões. Muito groove, belo disco!

Mais Eumir Deodato:
Prelude (1972) em A Casa de Roderick

Tuesday, September 10, 2013

Billy Cobham - The Drummer




Billy Cobham (16 de maio de 1944) é considerado um dos grandes bateristas da história da música norte-americana. Foi mundialmente reconhecido após gravar o álbum Bitches Brew de Miles Davis, considerado o primeiro álbum de jazz-rock da história da música norte-americana. Participou com Jonh Maclaughin, Rick Laird e Jan Hammer num dos maiores grupos de jazz-rock da história: Mahavishnu Orchestra. Acompanhou grandes nomes do funk como, por exemplo, James Brown. Seu álbum solo mais famoso é o Spectrum, de 1973.

Muito crédito é dado a Cobham por sua incrível técnica e habilidade ao instrumento, tendo influenciado gerações de bateristas das décadas de 1970, 1980 e 1990 tais como Dennis Chambers e Rick Lawton.

Drum Solo


Billy Cobham tem uma discografia incrível, tanto solo como Side man. A seguir são apresentados algumas obras primas deste mago das baquetas.


Bootleg 3 CDs. Uma coletânea dos melhores momentos de Mr. Cobham.


This bootleg is absolutely different of the official Live On Tour In Europe released in the same year, because the set list is not the same. But still a great one! Was recorded in the Hofstra University, Hempstead, NY (1976, March 19), from FM radio broadcast, with Billy Cobham on drums, George Duke on vocals and keyboards, Alphonso Johnson on bass and John Scofield on guitar.



Um disco que marca a parceria com o mago dos teclados, George Duke, fazendo um Jazz-Funk-Fusion de primeira.



Spectrum is the debut album of fusion drummer, Billy Cobham. Released in 1973, Spectrum is regarded as one of the most important and essential drummers' albums in jazz fusion genre. The album contains much influence of the music of Miles Davis and Mahavishnu Orchestra, with whom Cobham had previously collaborated extensively. Generally, Spectrum is considered to be Cobham's best album up to this day, and does embody a role as important as the work by Miles Davis, Weather Report, or Mahavishnu Orchestra among the development of the jazz fusion genre. Tommy Bolin, who would go on to join the hard rock band Deep Purple two years later, plays the lead guitar. The song "Stratus" appears in the video game Grand Theft Auto IV of the radio station "Fusion FM", as well as being the main sample in the Massive Attack hit "Safe from Harm".


Billy Cobham - Crosswinds (1974 )
Personnel:
- Billy Cobham (William Emanuel Cobham, Jr.) - drums, percussion, arranger, producer
- John Abercrombie - acoustic & electric guitars
- Michael Brecker - woodwinds (01a,01d,02-04)
- Randy Brecker - trumpet  (01a,01d,02-04) 
- Garnett Brown - trombone
- George Duke - keyboards
- Lee Pastora - Latin percussion  (01a,01d,02-04) 
- John Williams - acoustic & electric basses



Billy Cobham - A Funky Thide Of Sings (1975)

Alternative Link

Personnel:
- Billy Cobham - synthesizer, drums, percussion, producer
- John Scofield - guitar
- Milcho Leviev - keyboards
- Alex Blake - bass
- Michael Brecker, Larry Schneider (01,03) - saxophone
- Randy Brecker, Walt Fowler (01,03) - trumpet
- Glenn Ferris - trombone
- Tom Malone - trombone, piccolo (01,03)
- Rebop Kwaku Baah - congas (01,03)

This is a very good jazz-rock fusion music with a lot of nice brass section segments...


E para encerrar, um discão de Billy Cobham, Stanley Clarke e Eumir Deodato.


The solos are great, the beat is heavy and funky throughout, and Deodato takes a number of excellent solos on Fender-Rhodes electric piano which I feel are real highlights of the album.

The Band:
Bass - John Giulino , Stanley Clarke
Drums - Billy Cobham , Rick Marotta
Flute - Hubert Laws
Guitar - John Tropea
Keyboards, Arranged By, Conductor - Eumir Deodato
Percussion, Congas - Gilmore Degap , Rubens Bassini




Saturday, May 5, 2012

Música Instrumental Brasileira

O Brasil desde sempre misturou ritmos, extraiu o que há de melhor do Jazz, Blues e adaptou a Bossa Nova, Samba, criando ritmos únicos. A Música Instrumental Brasileira é complexa e simples, é popular e ao mesmo tempo, sofisticada. Estes álbuns tentam exemplificar esta fusão de ritmos e culturas. (Indicados pelos curadores Vini, Portuga e Daniboy do recém criado Instituto de Música Instrumental Jabuti).



Heraldo do Monte que já foi considerado por Joe Pass o melhor guitarrista do mundo, gravou também com Elis Regina, Quinteto Violado, Michel Legrand, Zimbo Trio, Hermeto Pascoal e outros, além de se apresentar nos melhores festivais de música mundo afora, como os festivais de Montreux, Montreal e Cuba.



Quando Mário de Aratanha, fundador e produtor da Kuarup, convidou o trovador nordestino Elomar, o pianista erudito Arthur Moreira Lima, o grande violonista e guitarrista Heraldo do Monte e o falecido maestro Paulo Moura para registrar esse encontro de mestres, talvez já imaginasse que daquele registro sonoro, realizado “ao vivo” sem cortes, remixagens ou qualquer outro artifício técnico, sairia uma das mais belas gravações da música brasileira: composições de Elomar com arranjos fantásticos com direito a solos arrebatadores de Moreira Lima dedilhando um cravo, a interpretação visceral de “Valsa da Dor”, de Villa-Lobos por Paulo Moura, o violão e a guitarra de Heraldo do Monte sempre presente para construir a ponte permanente ligando a música erudita com a música popular transformando tudo em beleza em forma de som. Álbum fundamental para qualquer um que goste Música com “M” maiúsculo. (Texto adaptado de: http://coelhoraposo.wordpress.com/tag/elomar/ ).



Segue aqui o primeiro e o segundo volume das gravações feitas pelo violonista Sebastião Tapajós em parceria com o percussionista Pedro (Sorongo) Santos em temporada na Argentina, no início dos anos 70, para o selo Trova. Eis aqui um maravilhoso trabalho nunca lançado oficialmente no Brasil. Dois ótimos musicos esquecidos desse pais imenso e sem memória, eu realmente não sei dizer qual dos discos é o melhor, aconselho audição de ambos e conhecimento desses ótimos artistas.



Vertente erudito-nordestina, o Quinteto Armorial foi um grupo de música instrumental do Recife, Pernambuco. Estiveram em atividade de 1970 a 1980 e gravaram quatro discos; "Do Romance ao Galope Nordestino" foi o primeiro. Surgiram no contexto do Movimento Armorial, que fôra concebido pelo escritor Ariano Suassuna e, de acordo com Antônio José Madureira, um de seus integrantes, tinham como objetivo "fazer uma música popular com elementos eruditos". Assim, a proposta do grupo era criar música de câmara erudita, mas com raízes nas tradições populares nordestinas.
Integrantes: Antônio José Madureira, Egildo Vieira do Nascimento, Antônio Nóbrega, Fernando Torres Barbosa e Edison Eulálio Cabral.

O Quinteto nasce do movimento armorial, que iria revolucionar a cultura popular nordestina em plena década de 70. Nas palavras do próprio Suassuna:

"A Arte Armorial Brasileira é aquela que tem como traço comum principal a ligação com o espírito mágico dos "folhetos" do Romanceiro Popular do Nordeste (cordel), com a Música de viola, rabeca ou pífano que acompanha seus "cantares", e com a Xilogravura que ilustra suas capas, assim como com o espírito e a forma das Artes e espetáculos populares com esse mesmo Romanceiro relacionados" .


Som Ambiente é uma rara gravação de 1972 apresentando nada mais nada menos do que a banda Azymuth! São 11 temas de sucesso em arranjos funkeados e groovados espetacularmente pela banda em início de carreira. Incríveis solos de Rhodes & Hammond sob a mágica batuta de José Roberto Bertrami. São destaques, "O Bofe", "Close To You", "Where Is The Love", "By The Time I Get To Phoenix", entre outros. O álbum foi editado em cd pela gravadora inglesa Whatmusic Records.


Milton Banana é simplesmente o músico que inventou o estilo de tocar bossa nova na bateria.
Um homem de gravação extremamente ocupado durante o primeiro período de bossa nova, ele gravou os históricos "Chega de Saudade" e "Getz-Gilberto" e gravou bastante com Tom Jobim e João Donato.
Em 1963, ele formou o seu grupo, o "Milton Banana Trio". Naquela época não era muito comum para um baterista conduzir seu próprio grupo. O trio que teve várias formações e gravou nove álbuns para Odeon e alguns a mais para a RCA.


Dois grandes pianistas da nossa música, nesse disco, Donato e Deodato trazem uma síntese perfeita entre música brasileira, jazz e funk. Além disso, os dois vêm acompanhados de um time pesado, contando com a participação iluminada de Maurício Einhorn na gaita e Airto Moreira nas percussões. Muito groove, belo disco!


  Gravado em 1964, "Idéias" é provavelmente o disco solo de estréia do talentoso Deodato já na fase pós "Os Catedráticos". O estilo grandioso é o mesmo, mesclando Samba-Jazz, Latin-Jazz e Bossa Nova com seus fantásticos e carecterísticos arranjos. Interpretando composições de sua autoria, como a excelente "Tempinho Bom" que abre o álbum e também de outros grandes músicos, tais como, Durval Ferreira, Marcos & Paulo Sérgio Valle, Tom Jobim, etc, e acompanhado por um naipe de estrelas, como o próprio Durval Ferreira na guitarra, Dom Um Romão revesando na bateria com Wilson Das Neves entre outros, Deodato fez um dos mais deliciosos álbuns do gênero da década de sessenta. Raro e sensacional, um show de harmonia!!