Tuesday, August 25, 2015

Frank Zappa History: Incidents at Stage and The New Mothers - Chapter III


Continuando de onde paramos no Capítulo II:

Em 1970, Zappa conheceu o maestro Zubin Mehta. Ele arranjou um show em maio de 1970 em que Mehta conduziu a Filarmônica de Los Angeles acrescida de uma banda de rock. De acordo com Zappa, a música era na maior parte escrita em quartos de hotéis durante as turnês do Mothers of Invention. Algumas dessas foram apresentadas no filme 200 Motels. Apesar do concerto ter tido sucesso, a experiência de Zappa em trabalhar com uma orquestra sinfônica não foi tão feliz. A sua insatisfação tornou-se um tema recorrente ao longo de sua carreira, em que ele frequentemente sentia que o dinheiro gasto nas apresentações de sua música clássica raramente era condizente com o produto final. Após Chunga's Revenge (1970), foi lançado um álbum duplo trilha sonora do filme 200 Motels, exibindo The Mothers, a Royal Philharmonic Orchestra, Ringo Starr, Theodore Bikel, e Keith Moon. Co-dirigido por Zappa e Tony Palmer, ele foi filmado em uma semana nos Pinewood Studios perto de Londres. Tensões entre Zappa e alguns membros do elenco e da equipe técnica surgiram antes e durante as filmagens; o co-diretor Palmer tentou mais tarde ter seu nome removido do filme. O filme trata livremente a vida na estrada de músicos de rock. Foi o primeiro filme filmado em fita de vídeo e depois passado para 35 mm, um processo que permitiu adicionar efeitos visuais. Ele recebeu opiniões contraditórias a seu respeito. A trilha sonora baseava-se principalmente em música orquestral. A insatisfação de Zappa com o mundo da música clássica intensificou-se quando um concerto, programado para o Royal Albert Hall depois das filmagens, foi cancelado porque um representante do evento achava algumas letras obscenas. Em 1975, ele perdeu um processo contra o Royal Albert Hall por quebra de contrato.









Dada a natureza surrealista do filme, muitas cenas podem sugerir várias interpretações. As aqui mencionadas são as mais prováveis segundo fãs de Frank Zappa. Fato curioso no filme é que todos os personagens estão cientes que estão dentro de um evento cinematográfico. Além disso, todos os enredos paralelos parecem converger entre eles, como se fossem diversos multiversos coexistindo lado a lado - esse fato é rapidamente apontado por Rance Muhammitz. O filme estreou nos Estados Unidos no dia 10 de Novembro de 1971, e estreou na Suécia dez dias depois. Em 1984, houve o primeiro lançamento em VHS, pela Warner Home Video, na Alemanha. A Warner também o lançou nos Estados Unidos e na Inglaterra, em 1988. Posteriormente, a MGM o relançou em 1994, sendo que na Inglaterra o filme foi lançado na série Rock Classics. O último lançamento em home-video ocorreu em 1997, em Laserdisc, novamento pela MGM. Algumas das versões em Laserdisc excluíam o segmento de animação. Até a presente data, o filme não foi lançado oficialmente no Brasil. E também não há nenhuma previsão de lançamento em DVD.

Bob Auger – Engenheiro;
Theodore Bikel – Narrador;
Jimmy Carl Black – Vocais;
George Duke – Trombone, teclado;
Aynsley Dunbar – bateria;
Howard Kaylan – vocais;
Barry Keene – Overdubs, mixagem;
David McMacken – Desenho, ilustrações;
Patrick Pending – notas;
Jim Pons – Vozes;
Royal Philharmonic Orchestra
Cal Schenkel – Desenho;
Ian Underwood – Teclados, madeiras;
Ruth Underwood – Percussão;
Mark Volman – Vocais, fotografia;
Frank Zappa – Baixo, guitarra, produção, orquestração.



Depois de 200 Motels, a banda entrou em turnê, o que resultou em dois álbuns ao vivo, Fillmore East - June 1971 e Just Another Band From L.A.; o segundo incluía uma faixa de 20 minutos, "Billy the Mountain", uma sátira de Zappa à ópera rock. Esta faixa era representativa das performances teatrais da banda, nas quais as canções eram usadas para se fazer esquetes baseadas em cenas de 200 Motels, assim como novas situações frequentemente retratando os encontros sexuais dos membros na banda em viagens.




Frank Zappa – guitar, dialogue, vocals
Ian Underwood – woodwinds, keyboards, vocals
Aynsley Dunbar – drums
Howard Kaylan – lead vocals, dialogue
Mark Volman – lead vocals, dialogue
Jim Pons – bass, vocals, dialogue
Bob Harris - keyboards, vocals
Don Preston – Mini-Moog



John & Yoko com Zappa: Em uma das apresentações do Zappa no Filmore East, Lennon & Yoko subiram ao palco e fizeram uma Jam com a banda. Três faixas foram adicionadas ao álbum Filmore East que registraram este encontro! Portanto, este álbum possui três faixas bônus de Zappa-Lennon-Yoko...




Frank Zappa – guitar, vocals
Don Preston – keyboards
Ian Underwood – woodwinds, keyboards, vocals
Aynsley Dunbar – drums
Howard Kaylan – lead vocals
Mark Volman – lead vocals
Jim Pons – bass guitar, vocals



Em dezembro de 1971, houve dois sérios reveses em sua carreira. Enquanto tocava no Cassino de Montreux, na Suíça, o equipamento da Mothers foi destruído quando um membro da plateia iniciou um incêndio que queimou o cassino. Imortalizado na canção do Deep Purple "Smoke on the Water", o evento e as suas consequências imediatas podem ser ouvidas no álbum de bootleg Swiss Cheese/Fire, lançado legalmente como parte da compilação Beat the Boots II de Zappa. (Esta história foi contada aqui no Valvulado em:  Smoke on the Water, Montreux, Frank Zappa and some curious stories...)








Esta é uma rara coletânea abrangendo os quatro primeiros discos do Mothers of Invention: Freak Out (1966), Absolutely Free (1967), We're Only in It for the Money (1968) e Cruising with Ruben & the Jets (1968). Alguém pode indagar que entre esses lançamentos ainda existe o Lumpy Gravy (1967), e é verdade, só que o Lumpy Gravy foi o primeiro solo do Frank Zappa e não está creditado aos Mothers. Pregnant foi lançado como LP simples somente em alguns paises, além do Brasil (Verve 2356049), ele saiu na Alemanha (MGM 2356 049), França (Metro Records 2355032), Colômbia (Blue Verve 2304072), Noruega, Suécia e Nova Zelândia (Metro Records 2356049, nesses três últimos paises). Existe uma versão lançada nos EUA (Verve 2356049) em LP duplo que é raríssima, tanto que algumas pessoas alegam que ela nunca existiu, eu nunca vi e nem ouvi essa versão, mas gostaria muito de saber quais as músicas incluídas no outro LP. 


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Depois de uma semana separados, os Mothers tocaram no Teatro Rainbow, em Londres, com apetrechos alugados. Durante o bis, uma pessoa da audiência empurrou Zappa para fora do palco em uma espécie de fosso com chão de concreto. A banda pensou que Zappa tivesse morrido - ele sofreu fraturas sérias, um trauma na cabeça e ferimentos nas suas costas, pernas e pescoço, assim como espremeu a laringe, o que fez com que sua voz descesse uma terça depois da recuperação.[106] Isso obrigou-o a andar em uma cadeira de rodas, forçando-o a ficar fora de cena por quase um ano. Quando do seu retorno aos palcos, em setembro de 1972, ele ainda utilizava um suporte para o braço, manquitolava e não podia ficar muito tempo no palco. Zappa notou que uma perna ficou "menor que a outra" (uma referência encontrada depois nas letras das canções "Zomby Woof" e "Dancin' Fool"), resultando em uma dor crônica nas costas, Entretanto, os Mothers foram deixados no limbo e afinal formaram o núcleo da banda de Flo e Eddie, assim como publicaram sozinhos.



Durante 1971 e 1972, Zappa lançou dois LPs fortemente influenciados pelo jazz, Waka/Jawaka e The Grand Wazoo, que foram gravados durante o afastamento forçado das turnês, usando formações variadas de músicos de sessão. Musicalmente, os álbuns são parecidos com Hot Rats. Zappa deu início a novas turnês novamente no final de 1972.[O seu primeiro esforço foi uma série de apresentações em setembro de 1972 com uma big band de 20 pessoas, chamada de Grand Wazoo. Ela foi seguida por uma versão em pequena escala conhecida como Petit Wazoo, que fez turnê nos EUA por cinco semanas de outubro a dezembro de 1972.




De acordo com Zappa, o título é "uma coisa que apareceu em um tabuleiro ouija uma vez".

Frank Zappa – guitarra, percussão;
Tony Duran – slide guitar, vocais;
George Duke – ring modulation e piano elétrico com echoplex, tack piano;
Sal Marquez – trompete, vocais, fliscorne, sinos tubulares;
Erroneous (Alex Dmochowski) – baixo elétrico, vocais, baixo fuzz;
Aynsley Dunbar – bateria, tábua de lavar, pandeiro;
Chris Peterson – vocais;
Joel Peskin – saxofone tenor;
Mike Atschul – saxofone barítono, flautim, flauta baixo, clarinete baixo, saxofone tenor;
Jeff Simmons – guitarra havaiana, vocais;
Sneaky Pete Kleinow – pedal steel guitar;
Janet Ferguson – vocais;
Don Preston – guitarra, Minimoog;
Bill Byers – trombone, trompa barítono;
Ken Shroyer – trombone, trompa barítono;
Gerry Sack - maracas.




Frank Zappa – guitar, percussion (04), vocals, producer
- Janet Neville-Ferguson – vocals (01,02)
- Sal Marquez – trumpet (01), vocals (01,02), brass (03-05)
- Earl Dumler, Tony "Bat Man" Ortega, Johnny Rotella, Fred Jackson, Joanne Caldwell McNabb – woodwinds (01,02)
- Malcolm McNabb – trombone (01)
- Ken Shroyer – trombone (03), contractor and spiritual guidance (01,02)
- Bob Zimmitti, Alan Estes – percussion (01,02)
- Don Preston – Mini-Moog (01,02)
- Tony Duran – bottleneck guitar (01), rhythm guitar (05)
- Erroneous (Alex Dmochowski) – bass (01-05)
- Aynsley Dunbar – drums (01-05)
- Ernie Watts – tenor saxophone (03)
- Mike Altschul - woodwinds (01-05)
- George Duke – keyboards (03-05), vocals (03)
- Chunky (Lauren Wood)– vocals (03)
- Joel Peskin – woodwinds (04,05)
- Lee Clement – gong (04)

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Zappa então formou pequenos grupos e fez turnês com eles. Algumas dessas formações incluíam Ian Underwood (palheta, teclados), Ruth Underwood (vibrafone, marimba), Sal Marquez (trompete, vocais), Napoleon Murphy Brock (saxofone, flauta e vocais), Bruce Fowler (trombone), Tom Fowler (baixo), Chester Thompson (bateria), Ralph Humphrey (bateria), George Duke (teclados, vocais) e Jean-Luc Ponty (violino). Por 1973, os selos Bizarre e Straight acabaram. Em seus lugares, Zappa e Cohen criaram a DiscReet Records, também distribuída pela Warner Bros. Zappa continuou em um alto nível de produção durante a primeira metade dos anos 1970, incluindo o disco solo Apostrophe (') (1974), que chegou ao número 10 nas listas de álbuns pop da Billboard ajudado pelo single "Don't Eat The Yellow Snow". Outros álbuns do período são Over-Nite Sensation (1973), que contém algumas canções que se tornariam favoritas em shows, tais como "Dinah-Moe Humm" e "Montana", e o álbuns Roxy & Elsewhere (1974), que trazem versões sempre em mutação de uma banda ainda chamada de Mothers e são reconhecidos por suas canções de jazz fusion de alta dificuldade em faixas como "Inca Roads", "Echidna's Arf (Of You)" e "Be-Bop Tango (Of the Old Jazzmen's Church)". Uma gravação ao vivo de 1974, You Can't Do That on Stage Anymore, Vol. 2 (1988), captura "o espírito e a excelência inteiros da banda de 1973-75".



O álbum é considerado um ponto controverso na carreira de Zappa, desde que ele se aproximou da música e é muito diferente do que ele fez antes. É um disco de som mais acessível, mas não sem contar com os desafios musicais de Zappa. Zappa conduziu com destreza a criação de complexas estruturas musicais de 3 a 6 minutos, com arranjos de jazz rock progressivo, com um pouco de funk e outros estilos. As letras de Zappa tendem à paródia, falando tanto sobre sexo ("Dirty Love", "Zomby Woof" e o paradigmático exemplo de "Dinah-Moe Humm") ou comentário social ("I'm The Slime") e outros ("Fifty-Fifty", "Montana").

Frank Zappa – guitarra, vocais em todas as faixas, exceto "Fifty-Fifty"
George Duke – sintetizador, teclado
Bruce Fowler – trombone
Tom Fowler – baixo
Ralph Humphrey – bateria
Ricky Lancelotti – vocais em "Fifty-Fifty" e "Zomby Woof" *Sal Marquez – trompete, vocais em "Dinah-Moe-Humm"
Jean-Luc Ponty – violino, violino barítono
Ian Underwood – clarinete, flauta, saxofone alto, saxofone tenor
Ruth Underwood – percussão, marimba, vibrafone
Kin Vassy – vocais em "I'm the Slime", "Dinah-Moe-Humm" e "Montana"
Tina Turner and the Ikettes - Vocais de apoio (não creditado)




Frank Zappa - guitar, vocals 
George Duke - keyboards, vocals, tiny little notes 
Napoleon Murphy Brock - vocals, saxophone, flute 
Tom Fowler - bass 
Ruth Underwood - percussion 
Bruce Fowler - trombone, dancing 
Chester Thompson - drums 
Ralph Humphrey - drums







Frank Zappa: guitar, vocals
Jean-Luc Ponty: violin 
George Duke: keyboards 
Ian Underwood: woodwinds, synthesizer
Ruth Underwood: percussion 
Bruce Fowler: trombone 
Tom Fowler: bass 
Ralph Humphrey: drums


Waterloo, ON (1973) 
The Clock that Wen Backwards


November 18, 1973
University Of Waterloo

Waterloo, ON

Frank Zappa: guitar, vocals
Napoleon Murphy Brock: vocals, saxophone, flute
Tom Fowler: bass
George Duke: keyboards
Ruth Underwood: percussion
Bruce Fowler: trombone
Ralph Humphrey: drums
Chester Thompson: drums





Frank Zappa – vocals, guitar, bass, bouzouki
Lynn – vocals, backing vocals
Robert "Frog" Camarena – vocals, backing vocals
Ruben Ladron de Guevara – vocals, backing vocals
Debbie – vocals, backing vocals
Ray Collins – backing vocals
Sue Glover – backing vocals
Kerry McNabb – backing vocals, engineer, remixing
Sal Marquez – trumpet
Ian Underwood – saxophone
Napoleon Murphy Brock – saxophone, backing vocals
Bruce Fowler – trombone
Don "Sugarcane" Harris – violin
Jean-Luc Ponty – violin
Ruth Underwood – percussion
George Duke – keyboards, backing vocals
Tony Duran – rhythm guitar
Tom Fowler – bass guitar
Erroneous (Alex Dmochowski) – bass guitar
Jack Bruce – bass on "Apostrophe'" (see controversy presented above)
Aynsley Dunbar – drums
Ralph Humphrey – drums
Johnny Guerin – drums
Jim Gordon – drums on "Apostrophe" and "Excentrifugal Forz"




Frank Zappa – lead guitar, vocals, producer
Jeff Simmons – rhythm guitar, vocals
Napoleon Murphy Brock – flute, tenor saxophone, vocals
George Duke – keyboards, synthesizer, vocals
Don Preston – synthesizer
Bruce Fowler – trombone, dancer
Walt Fowler – trumpet, bass trumpet
Tom Fowler – bass guitar
Ralph Humphrey – drums
Chester Thompson – drums
Ruth Underwood – percussion
Robert "Frog" Camarena – backing vocals on "Cheepnis"
Debbie – backing vocals on "Cheepnis"
Lynn – backing vocals on "Cheepnis"
Ruben Ladron de Guevara – backing vocals on "Cheepnis"





Frank Zappa: lead guitar/vocals 
Jeff Simmons: guitar/vocals 
Napoleon Murphy Brock: sax/vocals 
George Duke: keyboards/vocals 
Don Preston: keyboards/synthesizer
Walt Fowler: trumpet 
Bruce Fowler: trombone 
Tom Fowler: bass 
Chester Thompson: drums 
Ralph Humphrey: drums
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Para completar a coleção:

Zappa 1971

Zappa 1972


Zappa 1973


Zappa 1974


Estes álbuns cobrem a carreira do Zappa até 1974...


Vejam o Capítulo IV.

Thursday, August 20, 2015

Frank Zappa History: The Mothers and NO Inventions - Chapter II


Continuando de onde paramos no CAPÍTULO I:
Em Nova Iorque, Zappa aumentou o uso de edição de áudio como uma ferramenta de composição. Um exemplo encontrado no álbum duplo Uncle Meat (1969), em que a faixa "King Kong" é editada de várias performances de estúdio e ao vivo. Zappa tinha começado regularmente a gravar apresentações, e por causa da sua insistência em tons e tempos precisos, ele estava apto a aumentar as suas produções de estúdio com partes de shows ao vivo, e vice versa. Depois, ele combinou gravações de diferentes composições em novas peças, independentemente do tempo ou da métrica das fontes. Ele apelidou seu processo de "xenocronia" ("xenochrony", no original em inglês) (estranhas sincronizações) — refletindo os termos gregos "xeno" (alienígena ou estranho) e "chrono" (tempo). Zappa também desenvolveu uma abordagem composicional que chamou de "continuidade conceitual", significando que qualquer projeto ou álbum era parte de um projeto extenso. Tudo estava conectado e temas musicais e letras reapareceram em diferentes formas em álbuns posteriores. Indícios de continuidade conceitual são encontrados por toda parte no trabalho de Zappa. Durante o final dos anos 1960, Zappa continuou a desenvolver os negócios ao lado de sua carreira. Ele e Herb Cohen formaram as gravadoras Bizarre Records e Straight Records, distribuídas pela Warner Bros. Records, como empreendimento para ajudar com os fundos de projetos e aumentar o controle criativo. Zappa produziu o álbum duplo Trout Mask Replica de Captain Beefheart, álbuns de Alice Cooper, Wild Man Fischer, e The GTOs, assim como a última apresentação ao vivo de Lenny Bruce.




Frank Zappa – guitarra, percussão, vocal
Jimmy Carl Black – percussão, bateria
Ray Collins – vocal
Aynsley Dunbar – bateria
Roy Estrada – baixo, vocal
Bunk Gardner – clarineta, flauta, sopros, saxofone
Ruth Komanoff – marimba
Billy Mundi – bateria
Don Preston – piano
Euclid James Sherwood – saxofone, tamborim, vozes, coreografia
Art Tripp – percussão, sinos, bateria, marimba, xilofone, vibrafone
Ian Underwood – clarineta, flauta, piano, celeste, harpa, saxofone, sopros, órgão elétrico
Nelcy Walker – vocais sopranos
Pamela Zarubica como Suzy Creamcheese



♫ Frank Zappa - guitar, vocals
♫ Jimmy Carl Black - drums, vocals
♫ Ray Collins - vocals
♫ Roy Estrada - bass, vocals
♫ Buzz Gardner - trumpet
♫ Bunk Gardner - woodwinds
♫ Euclid James Motorhead Sherwood - baritone saxophone
♫ Arthur Dyer Tripp III - drums
♫ Ian Underwood - woodwinds, keyboards
♫ Lowell George - guitar, vocals

Rockpile, Toronto, Canada




Mothermania The Best Of The Mothers (1969) é uma coletânea do The Mothers Of Invention. Contêm faixas escolhidas pessoalmente por Zappa, dos discos anteriores Freak Out!, Absolutely Free e We're Only in It for the Money. Algumas faixas encontram-se em edições ou mixagens especiais para essa compilação.



Zappa e o Mothers of Invention retornaram a Los Angeles no verão de 1968, e os Zappas mudaram-se para uma casa em Laurel Canyon Boulevard, apenas mudando-se novamente para uma outra em Woodrow Wilson Drive no outono. Essa era para ser a casa de Zappa para o resto de sua vida. Apesar de ter sucesso com fãs com na Europa, o Mothers of Invention não era tão bem recompensado financeiramente. As suas primeiras gravações foram orientadas para destacar o vocal, mas Zappa escrevia mais músicas instrumentais e de jazz para os shows da banda, o que confundia a audiência. Zappa sentiu que o público tinha falhado em apreciar a sua "música elétrica de câmara". Em 1969, havia nove membros na banda e Zappa sustentava o grupo com a publicação de royalties, tanto se tocavam ou não. No final de 1969, Zappa rompeu com a banda. Ele citou problemas financeiros como a razão principal, mas também comentou da falta de esforço suficiente por parte dos membros da banda. Muitos integrantes da banda eram contrários a decisões de Zappa e tomaram isso como um sinal da preferência de Zappa pela perfeição ao sentimento. Outros estavam irritados com os "seus modos autocráticos", que eram manifestados pelo fato de Zappa nunca ter ficado no mesmo hotel com os outros membros da banda. Alguns integrantes iriam, entretanto, tocar com Zappa nos anos seguintes. Gravações remanescentes com a banda deste período foram coletadas nos álbuns Weasels Ripped My Flesh e Burnt Weeny Sandwich (ambos lançados em 1970).




Frank Zappa - órgão, guitarra, teclado, vocal
Jimmy Carl Black - percussão, bateria
Roy Estrada - baixo, vocal
Gabby Furggy - vocal
Bunk Gardner - metais, sopros
Lowell George - guitarra
Don "Sugarcane" Harris - violino, vocal
Don Preston - baixo, piano, teclados
Jim Sherwood - guitarra, vocal, sopros
Art Tripp - bateria
Ian Underwood - guitarra, piano, teclados, sopros





Essencialmente, trata-se de um lançamento "póstumo" do Mothers, sendo lançado depois que Frank Zappa encerrou as atividades da banda. Presumidamente um dos músicos favoritos de Zappa, Ian Underwood tem grande destaque no disco. O disco, como a sua contra-parte Weasels Ripped My Flesh, compila faixas até então inéditas do Mothers. Enquanto Weasels é focado na banda ao vivo, a maior parte de Burnt Weeny Sandwich apresenta composições de Zappa trabalhadas e estruturadas em estúdio, como o ápice do disco, The Little House I Used To Live In, que consiste em diversos movimentos. Zappa mencionou em uma entrevista para a Playboy que o título incomum do disco (algo como "Lanchinho Tostado") vem de um dos pratos favoritos do músico, que consiste em cachorros quentes tostados entre duas fatias de pão com mostarda. Burnt Weeny Sandwich e Weasels Ripped My Flesh também foram lançados em conjunto em vinil como 2 Originals of the Mothers of Invention.



Depois da separação dos Mothers of Invention, Zappa lançou o aclamado álbum solo Hot Rats (1969). Ele traz, pela primeira vez em gravações, Zappa tocando grandes solos de guitarra e contém uma das suas mais reconhecidas composições, "Peaches en Regalia", que reapareceu algumas vezes em gravações futuras. Os músicos de sessão eram conhecidos por tocar jazz, blues e R&B, e incluíam o violinista Don "Sugarcane" Harris, os bateristas John Guerin e Paul Humphrey, o multi-instrumentalista e o antigo membro do Mothers of Invention Ian Underwood, e o multi-instrumentalista Shuggie Otis no baixo, juntamente com a aparição do convidado Captain Beefheart (nos vocais da única faixa não-instrumental, "Willie the Pimp"). O álbum tornou-se popular na Inglaterra, e teve uma influência grande no desenvolvimento do gênero jazz-rock fusion.





Frank Zappa - guitarra, percussão, baixo
Ian Underwood - órgão, clarinete, flauta, piano, saxofone
Max Bennett - baixo
Captain Beefheart - harmônica, vocal
John Guerin - bateria
Don "Sugarcane" Harris - violino
Paul Humphrey - bateria
Shuggie Otis - baixo
Jean-Luc Ponty - violino
Ron Selico - bateria
Harvey Shantz - ruídos


Mais tarde em 1970, Zappa formou uma nova versão da The Mothers (praticamente largou a expressão "of Invention"). Ela incluía o baterista britânico Aynsley Dunbar, o tecladista de jazz George Duke, Ian Underwood, Jeff Simmons (baixo, guitarra rítmica), e três membros do The Turtles: o baixista Jim Pons, e os cantores Mark Volman e Howard Kaylan, que, devido a persistentes problemas legais e contratuais, adotaram o nome de palco de "The Phlorescent Leech and Eddie" ("Os Fosforescentes Leech e Eddie", em tradução livre), ou "Flo & Eddie". Esta formação dos Mothers estreou no próximo álbum solo de Zappa, Chunga's Revenge (1970).




Frank Zappa – guitarra, cravo, percussão, bateria, vocal, Condor;
Max Bennett – Baixo;
George Duke – Órgão, trombone, piano elétrico, efeitos de som, vocal;
Aynsley Dunbar – bateria, tamborim;
John Guerin – bateria (apenas em "Twenty Small Cigars");
Don "Sugarcane" Harris – violino elétrico, órgão;
Howard Kaylan – vocal;
Mark Volman – vocal;
Jeff Simmons – baixo, vocal;
Ian Underwood – órgão, guitarra, piano, guitarra rítmica, piano elétrico, saxofone alto, saxofone tenor, órgão.



01. Little House I Used To Live In/Dog Breath Variations/Blue Danube Waltz/Hungry Freaks Daddy 14:30 
02. whät 3:53
03. Dog Breath 2:10
04. King Kong 16:30
05. Trouble Every Day 5:59
06. A Pound For A Brown (On The Bus) 8:36
07. English Tea Dancing Interludes/Plastic People/King Kong/America Drinks/Wipe Out 12:00


Frank Zappa / guitar, vocals
- Ray Collins / tambourine, vocals 
- Roy Estrada / bass, vocals
- Don Preston / keyboards, electronics 
- Ian Underwood / keyboards, woodwinds
- Bunk Gardner / woodwinds
- Motorhead Sherwood / baritone sax 
- Jimmy Carl Black / drums 
- Arthur Dyer Tripp III / drums

Recorded at the Fillmore East, NYC - November 13, 1970






Frank Zappa: guitar/vocal 
Jean-Luc Ponty: violin 
Mark Volman: vocal 
Howard Kaylan: vocal 
Jeff Simmons: bass 
George Duke: keyboards 
Ian Underwood: keyboards/alto sax 
Aynsley Dunbar: drums






Frank Zappa: guitar, vocals
Mark Volman: vocals
Howard Kaylan: vocals
Jeff Simmons: bass, vocals
George Duke: keyboards, trombone
Ian Underwood: keyboards
Aynsley Dunbar: drums

"Fillmore East", NYC November 13, 1970.





Frank Zappa: guitar, vocals 
Mark Volman: vocals and special material 
Howard Kaylan: vocals and special material 
Jeff Simmons: bass, vocals 
George Duke: keyboards, trombone, vocals 
Ian Underwood: keyboards, winds 
Aynsley Dunbar: drums

Fillmore East, NYC - November 13, 1970


More Zappa in 1970


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Continuação: Capítulo III... 

Monday, August 17, 2015

Quando os Rolling Stones invadiram Matão!!!!!!


Os Rolling Stones em Matão! Eu descobri esta notícia há pouco tempo através do Fernando de Catanduva... Fui pesquisar na Internet e a lenda é verdadeira. Na verdade, apenas Mick Jagger e Keith Richards estavam nesta aventura, e vieram dar um tempo, dar uma descansada da atribulada vida de Rock Star dos anos 60... Eu fiquei fascinado com os documentários que partilho aqui com vocês:









Caros amigos, rolei de rir com os filmes acima. Imaginem uma cidade do interior de São Paulo, em 1969, convivendo com Mick Jagger e Keith Richards...


E nosso amigo Fernando, não para por aí...

"É o seguinte, eu fiquei maravilhado com a postagem das várias versões do disco Sticky Fingers e, ao fazer meu comentário, lembrei da história da capa do Their Satanic.., onde aparecia Catanduva nos pedacinhos de mapa do mundo aleatórios que estão na capa de dentro. Agora não me pergunte como descobri isso porque aí fica dificil responder. Só te digo uma coisa, eu comprei esse disco senão me engano em 1980. Nessa época não existia CD. Ainda era época daquelas que quando você comprava um vinil, você viajava um mês na capa, entende, cheirava o disco, curtia cada detalhe, enquanto ouvia o som. Coisa que acabou com a chegada do Cd. Bom, mas acho que foi dessa forma que descobri. E aí a coisa precisava ter uma certa razão. Então, alguns anos depois, descobri a vinda de Jagger, Richards, Marianne Faithfull e o filhinho Nicollas aqui em Matão. Porque Matão? Porque era uma fazenda que foi duma comunidade inglesa e que passou ser propridade do sr. Moreira Salles, banqueiro, cujo filho, era um cineasta amigo pessoal de Jagger e que já havia feito um convite pra que eles viessem passar uns dias aqui qdo quisessem. E vieram mesmo. De São Paulo pra cá numa perua Kombi, com motorista e seguranças particulares, tudo por conta do amigo Salles. Qdo a noticia se espalhou eles se mandaram daqui mas antes fizeram um tour por Salvador e outras cidades brasileiras antes de voltar pra Inglaterra. Sei que até a música Honk Tonk Women teve seus primeiros acordes feitos aqui nessa fazenda. Entre no Youtube e vc verá a noticia na íntegra.
Dessa forma, entendi que a coisa foi "meio proposital" .... , ou seja, um pedacinho de mapa onde entre várias cidades que ficam no meio de São Carlos e Catanduva, está Matão - estado de São Paulo, Brasil.
Pode ser um papo banal. Mas pra mim tem muito sentimento em cima disso. Saber que os caras estiveram aqui pertinho da minha cidade qdo eu tinha apenas 4 anos... 
Analisando a coisa de outro angulo, pra quem não leva a coisa com tanta importancia, eu perguntaria como pode aparecer  o nome da minha cidade, dentre pedacinhos de mapa do mundo todo, de forma aleatória, num disco feito em 1967, na Inglaterra ??  Porra meu, analise. A coisa é mto louca.
Mas por enquanto é isso aí Javanes. Hj tenho bastante CDs e DVDs da banda. Tenho a coleção deles em vinil tambem. Os albuns oficiais. O ultimo em vinil, que eu achei aqui na minha cidade, foi o Voodoo Lounge. A propósito, Catanduva é chamada de cidade feitiço. Acho que isso dá duplo sentido né?!
Abraços amigão. Segue umas fotos da referida capa, que tirei com o celular, em anexo. Um forte abraço a todos voces do blog. Que grande blog! Valeu !"


E olha Catanduva e São Carlos aí!



Bom, agora que mostramos a capa, temos que colocar o som para rolar....





 Como todos os álbuns dos Rolling Stones, este também têm a sua história e seu contexto:
Their Satanic Majesties Request é o oitavo álbum de estúdio na discografia americana e o sexto na discografia inglesa da banda The Rolling Stones, lançado pela Gravadora Decca em 8 de novembro de 1967 no Reino Unido e no dia seguinte nos EUA. A partir deste, todos os álbuns de estúdio da banda viriam a ter uma única versão para o mundo todo. Seu título é uma brincadeira com o texto que aparece dentro dos passaportes britânicos: "Her Britannic Majesty requests and requires...", e também em algumas caixas de Whisky produzido no Reino Unido. O disco foi editado na África do Sul com o título de The Stones are Rolling por causa da palavra "Satanic". O sucesso de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (The Beatles) e Pet Sounds (Beach Boys), álbuns de rock psicodélico que buscavam inovar a música (e a cultura) contemporânea, meticulosamente produzidos e trabalhados em estúdio com canções que eram mais que música com objetivos não mais que comerciais, influenciou os Stones. Jagger concluíra que todo o rock simples produzido até então era passado, e assim o grupo decidiu produzir um álbum psicodélico, ainda que sua maestria musical fosse com o Rock and Roll e o Blues. Brian Jones foi contrário a esse rumo escolhido pros trabalhos musicais da banda, pois preferia que a banda se mantivesse fiel ás suas raízes Rhythm and Blues, mas foi voto vencido. Ele, que nos primeiros anos do grupo foi o destaque da banda, uma estrela maior que Jagger e Richards, e praticamente o mentor intelectual e de estilo do restante do grupo, agora via a liderança ser passada progressivamente para os Glimmer Twins, enquanto se via afundando num ciclo de drogas e depressão, mostrando-se cada vez menos criativo, disposto e produtivo. Não que os demais membros da banda estivessem bem, já que estavam todos em meio a tantas farras regadas a sexo, drogas e rock. Foi um momento em que os membros da banda estavam usando drogas psicodélicas e alucinógenas em grande escala, ficando chapados praticamente o tempo todo, se envolvendo em confusões e polêmicas com crescente frequência, as quais sempre terminavam nos jornais. Na verdade, os Rolling Stones eram A Banda rebelde, heróis e mitos de uma juventude contestadora, engajada e distante da antiga moral. Por causa disso, meio que informalmente, as forças conservadoras no Reino Unido e nos Estados Unidos se aproveitaram dos pequenos delitos dos músicos, pegos com drogas e anfetaminas, para nos tribunais, condená-los pesadamente, fazendo dos "jovens roqueiros e rebeldes", exemplos pra tudo. Para se ter uma ídéia, o jornal britânico "News Of The World" havia iniciado uma série de reportagens intitulada Investigações sobre Pop Stars e Drogas, chegou a infiltrar um espião no staff da banda. Brian, Keith e Mick chegaram a ser condenados à prisão, sendo que Jagger e Richards ficaram presos por um tempo. Muita gente, desde a imprensa, músicos e mesmo entre o público comum ficou revoltada com a pena excessiva e, graças a pressão, eles logo tiveram a pena relaxada.

Personnel:
- Mick Jagger- lead vocals, backing vocals, moog synthesizer, percussion
- Keith Richards - guitars, backing vocals
- Brian Jones - brass, mellotron, percussion, organ, flute, recorder, electric dulcimer, saxophone, concert harp, guitar, backing vocals
- Charlie Watts - drums, percussion, tablas
- Bill Wyman — bass, percussion, backing vocals, lead vocals (03)
+
- Nicky Hopkins - piano, harpsichord, organ, mellotron
- John Paul Jones — string arrangement (06)
- Eddie Kramer — percussion
- Ronnie Lane — backing vocals (03)
- Steve Marriott — backing vocals and acoustic guitar (03)
- John Lennon — vocals (01)
- Paul McCartney — vocals (01)
- Anita Pallenberg — vocals
- Ian Stewart — organ