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Saturday, November 9, 2013

DEEP PURPLE in little pieces...


Deep Purple novamente... Apesar de muitos considerarem sua formação principal, com Ian Gillan, Ritchie Blackmore, Roger Glover, Jon Lord e Ian Paice como o verdadeiro Deep Purple, esta maravilhosa banda teve diversas formações (mostradas em posts anteriores), e cada vez que um membro do Deep Purple deixava a nave-mãe, formava uma outra banda com fortes influências do Deep Purple. É sobre as constelações que gravitaram em torno do Deep Purple que pretendemos registrar neste post.
Ao longo de seus 45 anos de estrada, o Deep Purple teve 4 vocalistas, 2 tecladistas, 3 baixistas, 4 guitarristas e um ÚNICO batera. Isto torna mais peculiar a história desta banda, pois sempre temos as grandes bandas girando em torno de seus famosos guitarristas e vocalistas... Ter um único batera em 45 anos é inédito.

A seguir, os integrantes do Deep Purple em bandas formadas em projetos paralelos ou após deixarem o grupo:

ROD EVANS:  

Roderick Evans, nascido em 19 de Janeiro de 1947 em Slough, Inglaterra. Antes de se juntar ao Deep Purple, Evans tocou com Ian Paice na banda The Maze, que antes se chamava MI5. Em meados dos anos 1960, ele também teve uma banda chamada The Horizons. Ele foi membro fundador do Deep Purple. A música mais conhecida do Deep Purple com Evans nos vocais é Hush (cover de Joe South). Foi o primeiro a deixar a banda, em 1969. Depois deixar o Deep Purple, Evans formou o Captain Beyond, juntamente com ex-baterista do Johnny Winter Bobby Caldwell, o ex-baixista do Iron Butterfly Lee Dorman e o guitarrista Rhino (Larry Reinhardt), que também fez parte da última formação do Iron Butterfly. A banda, apesar de competente e ter gravado um excelente disco de estréia, nunca foi um sucesso comercial. Depois de três álbuns, a banda se desfez. Evans deixou o Captain Beyond (e o show-business) após o segundo álbum. Depois do relativo insucesso e do processo envolvendo o uso indevido da marca "Deep Purple", Rod Evans jamais apareceu em público novamente. Seu paradeiro é desconhecido, e só tem interessado mesmo aos fãs da primeira formação do Deep Purple. Existem vários, porém não confirmados, boatos de que ele teria se formado em medicina e que exerce a profissão de médico na cidade de San Francisco, de 1980 até os dias atuais.




Banda:
Rod Evans - lead vocals
Larry "Rhino" Reinhardt - lead & acoustic & slide guitars
Lee Dorman – bass guitar, piano, backing vocals
Bobby Caldwell – drums, percussion, Hammond organ, bells, vibes, backing vocals


NICK SIMPER:

Nicholas John Simper (nascido em 03 de novembro de 1945 , em Middlesex ) é um baixista , também membro fundador do Deep Purple. Simper tocou em várias bandas antes do Deep Purple, incluindo a The Flower Pot Men, tocando com Jon Lord. Simper saiu do Deep Purple , em meados de 1969, quando o novo vocalista Ian Gillan solicitou que o baixista Roger Glover o substituísse. Logo após o Deep Purple, Simper formou sua própria banda, Warhorse, com a qual gravou dois excelentes álbuns, tendo nada menos que Rick Wakeman na formação de 1970. Warhorse, na minha opinião, em muito se parecia com o Deep Purple.  Após o Warhorse, Simper formou o Dynamite (1975), e depois o Fandango (1977 a 1984). Participou paralelamente da banda Flying Fox. Em meados dos anos 90, Mike Underwood convidou Simper para formar o Quatermass II. Em 2003 houve uma reunião para relembrar o Warhorse (em 2005 também). Nick Simper ainda está na ativa e participa de álbuns como convidado e homenagens ao Deep Purple, e é saudado como fundador. Para relembrá-lo, nada melhor que Warhorse.





Banda:
Ashley Holt - vocal
Pete Parks - guitarra
Nick Simper - baixo
Frank Wilson - teclados
Mac Poole - bateria



JOE LYNN TURNER:
Joe Lynn Turner (Hackensack, 2 de agosto de 1951), é um vocalista americano, mais conhecido por seu trabalho na banda Rainbow, do ex-guitarrista do Deep Purple, Ritchie Blackmore. Seu nome verdadeiro é Joseph Linquito e sua família tem origem na Itália. Joe fala italiano fluentemente e é formado em Letras. Participou em apenas um álbum do Deep Purple (Slaves and Masters 1990), mas quando Ian Gillan quis voltar... Participou de vários álbuns e bandas de ex-Deep Purple's, como Fandango de Simper, Hughes Turner Project de Glen Hughes (claro), além de Yngwie Malmsteen. Participou em inúmeros projetos como convidado, sendo o último, o sofisticado "Avantasia - The Mystery of Time (2013)".




DON AIREY:
Don Airey (Sunderland, 21 de junho de 1948) é o tecladista do Deep Purple desde 2002, quando substituiu Jon Lord. Ele teve uma carreira longa e produtiva, trabalhando com artistas e bandas como Gary Moore, Ozzy Osbourne, Judas Priest, Black Sabbath, Jethro Tull, Whitesnake, Colosseum II, Sinner, Michael Schenker, Uli Jon Roth, Rainbow, Divlje jagode e Living Loud. Ele também trabalhou com Andrew Lloyd Webber. Nascido no nordeste da Inglaterra, apaixonou-se pela música ainda jovem com o piano clássico. Ele continuou o amor dele pela música ganhando um diploma na Universidade de Nottingham e um na Faculdade de Royal Northern College of Music. Em 1974 ele se mudou para Londres e entrou para a banda Cozy Powell's Band Hammer. Don trabalhou em vários álbuns com artistas solo até que em 1978 Don se uniu ao Black Sabbath e depois Rainbow.





ROGER GLOVER:
Roger David Glover (Brecon, 30 de abril de 1945) é o baixista do Deep Purple. Ele entrou no grupo em 1969, junto com Ian Gillan para substituir Nick Simper e Rod Evans, respectivamente. Depois de passar quatro anos com o Deep Purple, onde a banda viu seus lançamentos mais bem sucedidos nos álbuns, em Rock e Machine Head, Glover, juntamente com Gillan, partiram após segunda turnê do Deep Purple, do Japão, no verão de 1973. Ao longo da década de 1970, Glover passou a produzir bandas como Judas Priest, Nazareth, Elf, Ian Gillan Band, e David Coverdale. Lançou uma série de álbuns solos e está na ativa até hoje no Deep Purple.





RITCHIE BLACKMORE:
Richard Hugh Blackmore (Weston-Super-Mare, 14 de abril de 1945) membro fundador do Deep Purple e Rainbow. Atualmente é o guitarrista da banda de folk rock Blackmore's Night. Foi considerado o 50º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone. Após sair do Deep Purple, Ritchie formou o Rainbow, que originalmente tinha o ex-vocalista do Elf, Ronnie James Dio, o baixista Craig Gruber, o baterista Gary Driscoll, e o tecladista Mickey Lee Soule. O álbum de lançamento da banda, Ritchie Blackmore's Rainbow, foi lançado em 1975. O nome da banda fora inspirado no mundialmente famoso bar de Hollywood chamado Rainbow, freqüentado por músicos e amantes do rock. Foi no Rainbow que Ritchie passou boa parte do tempo em que esteve fora do Deep Purple, e foi lá que ele conheceu Dio, cuja banda Elf várias vezes abriu shows do Deep Purple. Considero este cara uma grande lenda do Rock e tanto ele, como o Rainbow terão um post exclusivo em breve...




Um discão que reúne estes quatro talentos:



Banda:
Richie Blackmore - guitarra
Roger Glover - baixo
Joe Lynn Turner - vocal
Don Airey - teclados, órgão, sintetizador
Bobby Rondinelli - bateria


GLENN HUGHES:
Glenn Hughes (Cannock, Inglaterra, 21 de agosto de 1952) foi baixista do Deep Purple até 1976, tendo tocado também no Trapeze e Black Sabbath. O Baixista/Vocalista do Trapeze, Glenn Hughes, deixa a banda em 1973 quando recebe um convite de Jon Lord e Ian Paice para substituir Roger Glover no baixo que havia deixado a banda ao lado do vocalista Ian Gillan. Hughes, que já tinha recusado o convite do Electric Light Orchestra, aceitou o convite dos Deep Purple deixando os Trapeze. Em 1976 Glenn Hughes deixa os Deep Purple, e vai morar  em Los Angeles, lançando seu primeiro disco solo, Play Me Out. Com o sucesso e reconhecimento, passou a trabalhar com diversos artistas. Recentemente, abriu a sua gravadora, a Pink Cloud Records. Integrou até recentemente o projeto Black Country Communiom, juntamente com Joe Bonamassa, Jason Bonham e Derek Sherinian. O grupo se desfez em março de 20132 , devido a desavenças entre Hughes e Bonamassa. Ambos seguem com suas carreiras solo. Um disco do início de sua carreira:





Banda:
Dave Holland (Bateria)
Glenn Hughes (Baixo, Vocal)
Mel Galley (Guitarra)


IAN GILLAN:
Ian Gillan (Londres, 19 de agosto de 1945) foi convidado por Jon Lord e Ritchie Blackmore para substituir Rod Evans como vocalista do Deep Purple, após assistirem uma de suas apresentações na Episode Six, em 1969. Gillan permaneceu no Deep Purple até 1973, em uma das fases mais aclamadas da banda, participando dos álbuns In Rock, Fireball, Machine Head e Who Do We Think We Are. Durante esta época, participou da opera rock Jesus Christ Superstar, gravando a voz de Jesus Cristo na produção original em 1970, de Andrew Lloyd Webber. Ian Gillan é considerado um dos melhores vocalistas do mundo na década de 1970. Ritchie Blackmore, durante a entrada de Gillan no Deep Purple, classificou seu vocal como "gritos profundos com uma pegada de blues". Gillan também cantou no Black Sabbath, gravando o disco Born Again, além de ter tido uma bem-sucedida carreira solo nas bandas Gillan e Ian Gillan Band. Segue no Deep Purple até hoje.




Banda:
Ian Gillan – vocals
Colin Towns – keyboards and flutes
John Gustafson – bass guitar and vocals
Ray Fenwick – guitars and vocals
Mark Nauseef – drums and percussion


JON LORD:
Jonathan Douglas "Jon" Lord, mais conhecido como Jon Lord (Leicester, 9 de junho de 1941 — Londres, 16 de julho de 2012), foi um compositor, pianista e organista inglês, mais conhecido por ter integrado as bandas Deep Purple, Whitesnake, Paice, Ashton & Lord, The Artwoods e Flower Pot Men, além de ser pioneiro na fusão do rock com música clássica. Em 1968, Lord fundou o Deep Purple, onde, praticamente, era o líder da banda, até 1970. Ele e o baterista Ian Paice foram os únicos integrantes constantes da banda durante a fase inicial da sua existência (1968-1976) e, a partir do momento em que eles refundaram a banda, em 1984, até a saída de Lord dos Deep Purple, em 2002. Em 11 de novembro de 2010, Jon Lord foi eleito membro honorário da Faculdade de Stevenson, em Edimburgo1 . Em 15 de julho de 2011, foi concedido a ele um grau honorário de Doutor em Música pela Universidade de Leicester, em sua cidade natal. Uma verdadeira lenda nos teclados que inovou, reinventou o Hammond no Rock.




Banda:
Jon Lord - Keyboards and Piano.
Ray Fenwick - Electric Guitar.
David Coverdale - Vocals.
Tony Ashton - Piano.
Glenn Hughes - Bass guitar and Vocals.
Pete York - Drums.
The Munich Chamber Opera Orchestra - Strings.
Eberhard Schoener - Orchesta Conductor.


IAN PAICE:
Ian Anderson Paice (nascido em 29 de junho de 1948, Nottingham), também um membro fundador do Deep Purple, sendo o único integrante a participar de todos os álbuns da banda. Um exímio baterista, tendo contribuído para vários projetos paralelos, porém, seu nome estás atrelado ao Deep Purple. Ian Paice é o Deep Purple. Um cara gente boa, que sempre manteve bom relacionamento com os antigos e atuais membros da banda. Seu primeiro contato com a música foi ao tocar violino, mas aos 15 anos de idade, escolheu a bateria como instrumento. Começou sua carreira como baterista tocando na banda de Dance de seu pai, no começo dos anos 60. Depois, ingressou em mais um projeto musical chamado "Georgie & the Rave-Ons", até fundar o Deep Purple.








E mais um discão, do Ian Paice no Whitesnake, com Jon Lord e, claro, David Coverdale (Acho que dá até para ser apelidado de PurpleSnake):



Banda:
David Coverdale – vocal
Micky Moody - guitarras
Bernie Marsden – guitarras, vocal de apoio
Jon Lord - teclados
Neil Murray – baixo
Ian Paice – bateria



JOE SATRIANI:


Em dezembro de 1993, após a saída de Ritchie Blackmore devido a conflitos constantes sobre o estilo musical a ser seguido, o guitar-hero Joe Satriani foi convidado a integrar a banda e juntou-se ao Purple para participar da turnê internacional pelo Japão. Com o sucesso dos shows, Satriani foi convidado pelos demais integrantes para permanecer como membro efetivo dela, mas declinou, mais preocupado com sua carreira solo e com o contrato para um álbum assinado com a Sony. Antes disso, entretanto, ainda chegou a participar da turnê europeia como guitarrista da banda em 1994, fazendo seu último show com a banda em julho, na Áustria.





The Band:
Ian Gillan – vocal, gaita
Roger Glover – baixo
Jon Lord – órgão, teclados
Joe Satriani – guitarra
Ian Paice – bateria
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Um excelente tributo a esta magnifica banda:



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DAVID COVERDALE, TOMMY BOLIN & STEVE MORSE:

Em postagens anteriores do Valvulado





Saturday, October 26, 2013

DEEP PURPLE in PHASES...


Deep Purple... Uma banda que se iniciou em 1968 e lançou até hoje, 19 álbuns de estúdio, e cerca de 30 álbuns ao vivo... Teve diversas fases diferentes, com diferentes vocais e instrumentistas, mas sempre a mesma batera (Ian Paice). Criou um estilo único, com os teclados de Jon Lord solando clássicos com uma base precisa e pesada. Do primeiro ao último álbum, nunca perderam a veia Hard Rock, com teclados, guitarra, ritmo e peso.  A banda também incorporou elementos de música clássica, blues-rock, pop e rock progressivo. Foram listados pelo Livro Guiness dos Recordes "como a banda com o som mais alto ao vivo no mundo",e venderam mais de 100 milhões de álbuns ao redor do mundo. Nesta postagem, vamos tentar fazer um resumo de todas as fases.

Fase I: O início
A história conta que, no final dos anos 60,  Chris Curtis, ex-baterista do The Searchers, colega de Jon Lord, que tocava no  The Flowerpot Men, onde também tocava o baixista Nick Simper, teve a primeira idéia de formar uma banda. Era o final dos anos 60, e Curtis estava metido até o pescoço no espírito da época. Certa vez, Lord entrou no apartamento e encontrou as paredes cobertas de papel-alumínio. Seu colega havia redecorado a casa para mudar o astral. Após um período de ensaios e composições, Curtis desapareceu. O grupo achou um guitarrista - Ritchie Blackmore, que conhecia um baterista - Ian Paice - que trouxe um colega da The Maze - o vocalista Rod Evans. Com a saída de Curtis, a banda precisava trocar de nome. Em fevereiro de 1968, depois de queimar pestana em uma lista de nomes que incluía o pomposo Orpheus, acabou vencendo o título da música favorita da avó de Blackmore: Deep Purple.

O primeiro disco, Shades of Deep Purple, foi lançado em setembro de 1968. Recheado de regravações (incluindo versões progressivas de "Help!", dos Beatles, e "Hey Joe", de Jimi Hendrix), o disco estourou nas paradas de sucesso dos Estados Unidos com uma música de Joe South: "Hush", o primeiro single da banda. A adaptação do bolero da Ravel em Hey Joe já demonstrava o flerte, principalmente de Jon Lord com os grandes clássicos...

Músicos:
Rod Evans - vocal
Ritchie Blackmore - guitarra
Nick Simper - baixo, vocal de apoio
Jon Lord - órgão, teclados, vocal de apoio

Fase II: A era Gillan
Em 1969, Blackmore e Lord estavam descontentes com a sonoridade do grupo. Ambos queriam experimentar mais com volume e eletricidade, mas consideravam que a voz de Evans não acompanharia as mudanças. Sob convite do baterista Mick Underwood, em 24 de junho, Blackmore e Lord foram conferir uma apresentação do grupo Episode Six, de cujo vocalista (Ian Gillan) o ex-colega de Blackmore havia falado muito bem. Os dois membros do Deep Purple chegaram a subir ao palco para uma jam. Blackmore, Lord e Paice combinaram um teste com Ian Gillan. Ele levou seu amigo Roger Glover, baixista também do Episode Six. Juntos, os cinco gravaram o single "Hallellujah". E, em uma fase muito complicada, definiu-se o novo Deep Purple, com Ian Gillan substituindo Rod Evans, e Roger Glover substituindo Nick Simper. O novo Deep Purple era elétrico e explosivo, e isso ficaria muito claro no primeiro disco da nova formação - In Rock, lançado em abril de 1970.


Deep Purple - Scandinavian Nights (Live In Stockholm 1970)


Esta é uma edição especial do 25 aniversário desta obra, com várias faixas bônus.

Músicos:
Ritchie Blackmore - guitarra
Ian Gillan - vocal
Roger Glover - baixo
Jon Lord - órgão
Ian Paice - bateria



Deep Purple - Fireball (1971)



Deep Purple - Machine Head (1972)

O álbum Machine Head, é desta fase (1972), e é considerado o melhor disco do Deep Purple... Será feito um post somente com esta obra prima. O ano de 1972 é movimentadíssimo, e nele o Deep Purple chegou pela primeira vez ao Japão, onde foi gravado seu mais famoso disco ao vivo, Made in Japan. 


Deep Purple - Smoke On The Water



Made in Japan (1972)



The album is the Copenhagen video soundtrack of the Live in Concert 72/73 DVD.

Fase III: A era Coverdale/Hughes
No agitadíssimo ano de 1972, os relacionamentos entre os membros - e especialmente entre Gillan e Blackmore - também não iam bem. Em dezembro, Gillan entregou seu pedido de demissão, avisando que deixaria o grupo no final de junho de 1973, dando aos empresários e aos colegas seis meses para decidir o que fazer do grupo. Roger Glover, parceiro de Gillan no Episode Six, também deixa o Purple, e o trio Blackmore-Paice-Lord está mais uma vez, a procura de um baixista e um vocalista. O primeiro novo integrante recrutado para o Deep Purple foi o baixista Glenn Hughes, que cantava e tocava baixo no grupo Trapeze. A dupla habilidade empolgou Blackmore e Lord, mas ele não seria deixado sozinho nos vocais. O plano do Deep Purple era buscar a voz de Paul Rodgers (ex-Free, ex-Bad Company). Após um primeiro contato, ele pediu um tempo para pensar e decidiu continuar com sua banda na época, o então Free. O teste de Coverdale ocorreu em agosto de 1973. Durante seis horas, eles tocaram material do Deep Purple e canções mais conhecidas, como "Long Tall Sally" e "Yesterday". Quando Coverdale foi para casa, o restante do Deep Purple saiu para beber e decidiu: era o gordinho mesmo (nos meses seguintes, os empresários da banda lhe dariam alguns remédios para afinar a aparência). Em 9 de setembro, o novo grupo se trancou por duas semanas no Castelo de Clearwell para compôr. Em novembro, foi gravado o disco Burn, que para mim, é um clássico do grupo.


Músicos:
David Coverdale - vocal principal
Ritchie Blackmore - guitarra
Glenn Hughes - baixo, vocal
Jon Lord - teclados
Ian Paice - bateria



Deep Purple - Stormbringer 1974



Fase IV: A curta era Tommy Bolin
A terceira formação do Deep Purple acabaria um ano depois de California Jam, em 7 de abril de 1975, uma semana antes de Blackmore completar trinta anos de idade. Era a turnê de lançamento do disco Stormbringer na Europa. Com ainda mais balanço funk, o disco desagradou bastante a Blackmore. Ele já tinha algumas ideias na cabeça, e ao sair já tinha uma nova banda formada: o Rainbow. Restava ao grupo o dilema entre continuar sem Blackmore - o criador de todos os riffs que tornaram o Deep Purple famoso - ou partir para outra. Decidiram continuar, convidando o guitarrista Tommy Bolin, o primeiro norte-americano a fazer parte do grupo. Com essa formação, gravam o disco Come Taste the Band, ainda mais suingado. A turnê do álbum foi complicada, um tanto devido aos problemas de Bolin e Hughes com drogas.





The Band:
Tommy Bolin - guitar, vocals
David Coverdale - lead vocals
Glenn Hughes - bass, vocals
Jon Lord - keyboards, Hammond organ, backing vocals
Ian Paice - drums, percussion


Ao final do show de 15 de março de 1976, em Liverpool, David Coverdale desabafa com Lord: não havia mais clima para continuar com o Deep Purple. Lord desabafa de volta: não havia mais um Deep Purple para continuar. Acabou assim, em clima de confidência, a banda criada oito anos antes e que chegou a figurar no Guinness dos recordes como a mais barulhenta do mundo. Oito meses depois, Bolin morreria de overdose no Resort Hotel de Miami, após uma apresentação. E durante oito anos o Deep Purple permaneceria fora do ar.

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Durante este hiato, os ex-integrantes do Deep Purple tiveram uma interessante carreira 'solo'.

Ian Gillan - Depois de um breve período de reclusão em que vendeu motos e tentou ter um hotel, foi resgatado para os palcos por Roger Glover e sentiu-se animado o suficiente para criar sua própria banda, a Ian Gillan Band. Numa espécie de jazz-rock, seguiu até o início dos anos 80. Em 1982, dissolveu a banda, para no ano seguinte gravar um disco com o Black Sabbath: Born Again.
Roger Glover - Inicialmente, permaneceu próximo à Purple Records e foi quem mais teve contato com todos os galhos da gigantesca árvore genealógica do Deep Purple. Dois anos depois, conseguiu juntar no mesmo palco os melhores músicos da Inglaterra (muitos deles membros ou ex-membros do Deep Purple, ou seus colegas em outras bandas), no musical Butterfly Ball. Foi a primeira aparição pública de Ian Gillan após o fim do Deep Purple, substituindo Ronnie James Dio (que cantava no Rainbow de Blackmore e passaria depois pelo Black Sabbath). Produziu outras bandas, gravou dois discos solo e voltou a tocar baixo no Rainbow de Blackmore.
Ritchie Blackmore - Com o Rainbow, teve uma das bandas de hard rock de maior sucesso do final dos anos 70 e início dos anos 80, apontando o holofote para músicos como Joe Lynn Turner e Don Airey, que anos mais tarde participariam do Deep Purple. Roger Glover chegou a tocar com ele.
David Coverdale - Após dois discos solo, formou o Whitesnake e invadiu as paradas de FM dos anos 80. Na banda, tocou com Jon Lord e Ian Paice. De quando em quando, reúne o Whitesnake para turnês.
Jon Lord - Teve uma carreira solo interessante, misturando suas várias influências musicais (clássico, rock e jazz). Compôs trilhas sonoras de filmes com Tony Ashton e os dois se juntaram a Paice para o projeto Paice, Ashton e Lord. Mais tarde, uniu-se a Coverdale no Whitesnake. Depois de lutar contra um câncer, Lord veio a falecer em 16 de julho de 2012.
Ian Paice - Tocou com diversos músicos, inclusive com Gary Moore, além de Paice, Ashton e Lord e Whitesnake.
Glenn Hughes - Reuniu o Trapeze, gravou vários discos solo, tocou com Gary Moore e Pat Thrall, lutou consigo mesmo para se livrar das drogas, cantou no Black Sabbath e mais recentemente gravou dois discos com o também ex-Deep Purple Joe Lynn Turner: o Hughes-Turner Project (HTP).
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Apesar do hiato, houveram vários pequenos Deep Purples... (Será o tema de um novo post)


Fase V: A volta do Deep Purple
Em 1984, é anunciada a volta do Deep Purple com a sua formação de maior sucesso (fase II), com Gillan, Blackmore, Paice, Glover e Lord. É lançado o primeiro disco de inéditas desde 1975, chamado Perfect Strangers, que foi seguido por The House of Blue Light, de 1987. Das turnês destes dois discos, sai o ao vivo Nobody's Perfect, lançado em 1988. Em 1989, Gillan decide sair novamente da banda, e em seu lugar entra o vocalista Joe Lynn Turner, (ex-Rainbow). Com esta nova formação, a banda saiu em uma bem-sucedida turnê que foi muito bem elogiada pelos fãs. Embora o novo álbum com Turner, Slaves and Masters, tenha sido comercialmente fraco, a sua turnê não foi. Os shows foram marcados por performances impecavéis da banda e pela excelente presença de palco do vocalista Joe Lynn Turner. Vale lembrar que nessa turnê, o Deep Purple veio ao Brasil pela primeira vez. O set-list continha clássicos da época de Coverdale, e muitos que a banda não tocava há algum tempo. A banda termina a turnê no fim de 1991, e em abril de 1992, começa a gravar o que se tornaria o álbum The Battle Rages On.... Este álbum foi inicialmente gravado e escrito com Joe Lynn Turner ainda na banda, mas no meio de setembro de 1992, Joe é despedido do grupo e em seu lugar entra novamente Ian Gillan, que termina o que restou do The Battle Rages On..., regravando-o com sua voz. O álbum foi lançado em 1993.

O álbum que escolhemos para representar esta fase é o primeiro:



The Band:
Ian Gillan - vocal,
Ritchie Blackmore - guitarra
Roger Glover - baixo
Jon Lord - teclados
Ian Paice - bateria


Fase VI: A era Steve Morse
Em dezembro de 1993, após a saída de Ritchie Blackmore devido a conflitos constantes sobre o estilo musical a ser seguido, o guitar-hero Joe Satriani foi convidado a integrar a banda e juntou-se ao Purple para participar da turnê internacional pelo Japão. Com o sucesso dos shows, Satriani foi convidado pelos demais integrantes para permanecer como membro efetivo dela, mas declinou, mais preocupado com sua carreira solo e com o contrato para um álbum assinado com a Sony. Antes disso, entretanto, ainda chegou a participar da turnê europeia como guitarrista da banda em 1994, fazendo seu último show com a banda em julho, na Áustria.




Ritchie Blackmore retomou a Guitarra por pouco tempo:




Após este concerto, Satriani deixou o Purple e cedeu o lugar para o guitarrista Steve Morse, que já havia integrado as bandas Dixie Dregs e Kansas. Steve Morse é o guitarrista do Deep Purple até os dias de hoje. A banda se revitaliza e volta com o Purpendicular, de 1996, trazendo novos elementos, porém valorizando os desafios entre guitarras e órgão que fizeram a base musical do estilo do Deep Purple.


The Band:
Ian Gillan – vocal, gaita
Roger Glover – baixo
Jon Lord – órgão, teclados
Steve Morse – guitarra
Ian Paice – bateria




Fase VII: DEEP PURPLE NOW!!!!
 Em 2002, o tecladista Jon Lord decide abandonar a estrada, e em seu lugar entra Don Airey, um tecladista que passou por diversas bandas de hard rock, entre elas, o Rainbow, de Ritchie Blackmore e o Whitesnake, de David Coverdale, além de Ozzy Osbourne. Com Airey, Gillan, Morse, Glover e Paice são lançados os discos Bananas, em 2003, e Rapture of the Deep, em 2005. 



The Band:
Ian Gillan - vocal principal e de apoio
Steve Morse - guitarra
Don Airey - teclados
Roger Glover - baixo
Ian Paice - bateria

Para fechar este post, temos que considerar o último álbum do Deep Purple. Em 2013 eles lançam um álbum muito bom, superior ao Rapture of the Deep e mostram que apesar dos longos anos de estrada, sua história ainda não acabou. O lançamento deste álbum passou quase desapercebido. Todos estavam esperando o último do Black Sabbath, e foi uma surpresa ver que o Deep Purple havia realizado um excelente álbum.


The Band:
Don Airey – keyboards
Ian Gillan – vocals
Roger Glover – bass
Steve Morse – guitar
Ian Paice – drums